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Quinta-feira, 16 de maio.

Primeira Leitura: mercado aposta na reação do governo contra Lula

A nova aposta

O candidato petista Luiz Inácio Lula da Silva bateu nos 43%, o tucano José Serra embolou com Ciro Gomes e Garotinho no segundo lugar. E, no entanto, a taxa de risco do país caiu 3,25% e o dólar, 0,11%. O mercado teria se acostumado com a idéia de Lula presidente? Não. O mercado enxergou que a candidatura governista, que vive o seu pior momento, continuou em segundo lugar, e passou a apostar na reação do governo.

A história não se repete 1

Por volta de maio de 1994, Lula vencia FHC por 42% a 16%, os mesmos 26 pontos de diferença que hoje separam Serra do mesmo Lula. Sinal de que tudo pode se dar da mesma forma? Não! Em 1994, havia o Plano Real distribuindo renda, e hoje temos o descontrole da turma da Malan cassando renda e emprego dos trabalhadores.

A história não se repete 2

Lula mudou: em 1994, vociferava contra o Plano Real. Dizia que o Real seria ruim para os trabalhadores. Como não era, Lula perdeu a eleição também por isso. O PT de hoje é o partido que se propõe a ser um gestor do capitalismo. Quer mudanças, é claro, mas é não mais do que um reformista moderado.

É a economia

Lula mudou, a economia também. O governo sabe disso. O mercado sabe disso. Mas o mercado passou a apostar que o governo não só sabe disso: está começando a agir. E agir não significa somente colocar no colo devido, o do PFL, a conta da CPMF - já que o partido decidiu usar as contas públicas para fazer chantagem -, mas e principalmente baixar os juros e criar um cenário mais favorável para a retomada do crescimento.

Cobertor de pobre

O mercado sabe que a queda de juros que o Banco Central poderá promover na próxima semana não é espetacular. Ao contrário. Será pequena. Cobertor de pobre? Sim, mas ele também esquenta o pé.

Expectativas renovadas

A queda do juro será um sinal. E será alardeada como um sinal de que o Brasil pode e deve crescer. O Brasil, afinal, vai baixar o juro, enquanto a Argentina desaparece do mapa e o Uruguai está derretendo.

Antes da Hora

Qualquer petista prudente deve ficar preocupado com o amadurecimento algo precoce dos números de Lula. Isso fará dele, necessariamente, um alvo. É claro que os demais candidatos, inclusive o do governo, vão especular com os aspectos mais frágeis da candidatura.

Um deles: presidente, no Brasil, não governa sem Congresso. Ou o PT faz maioria ou faz acordos posteriores, que podem mesmo descaracterizar o seu programa.

Descolamento

Se nada for comprovado contra a atuação pública de Serra - e não há nada até agora além de ilação e fofoca -, terá experimentado o fundo do poço com a rodada de pesquisas desta semana. Mas, acredita o Primeira Leitura, a chance eleitoral de Serra depende da sua capacidade de se descolar de FHC sem satanizar o presidente.

A velha aposta

Primeira Leitura reafirma aquele que tem sido o seu mais persistente cenário, já há mais de um ano: o segundo turno das eleições de 2002 deve mesmo ser disputado pelo petista Luiz Inácio Lula da Silva e pelo tucano José Serra.

Coincidência?

Os EUA decidem dizer que o Brasil não pratica dumping no aço. O principal negociador da União Européia afirma que o Mercosul é "pilar do multilateralismo no mundo". Traduzindo: Os EUA querem o Brasil e a Alca (Área de Livre Comércio), e os europeus querem ser a alternativa a Alca. Ou seja, o Brasil faria bem se continuasse a negociar com ambos.

Assim falou...Arafat

"Nosso sonho é a liberdade real e completa independência num Estado palestino com Jerusalém como capital. Quem quer que não goste que beba a água do mar Morto".

Do líder palestino, em discurso pela TV na quarta-feira.

Tudo é história

Em 1994, o PT realizava uma reunião histórica. Em debate, o Plano Real. O deputado Aloizio Mercadante e a economista Maria da Conceição Tavares atacaram o plano severamente, contra as opiniões de Eduardo Suplicy e Paulo Nogueira Batista.

Uma frase de Mercadante encerrou a discussão, prevendo o fracasso do Real: "Esperem até os trabalhadores receberem o primeiro holerite". Bem, como se sabe, receberam, gostaram e votaram em FHC.

Revista Consultor Jurídico, 16 de maio de 2002, 13h51

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