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Sexta-feira, 8 de maio.

Primeira Leitura: A reta pré-eleição é das mais nervosas.

Mercado em transe

O mercado viveu um dia nervoso, com risco em alta, dólar em alta, Bolsa em baixa e mais boataria sobre um suposto mau desempenho do tucano José Serra nas pesquisas.

Nervosos, os agentes econômicos só viam numa eventual queda da taxa de juros a chance de reverter a maré negativa. Mas baixar juro como numa seqüência de más notícias? A reta pré-eleição é das mais nervosas, e olhem que não falta moderação aos candidatos.

Debate

O debate entre os presidenciáveis na CNI (Confederação Nacional da Indústria), na quinta-feira, demonstrou uma coisa que Primeira Leitura já havia apontado: todos os candidatos e seus respectivos programas são de centro.

Que esquerda?

O Brasil assistirá a uma eleição em que direita e esquerda não disputam? Como assim? É tal a preocupação de Lula em não ser identificado com a esquerda que, no programa de Jô Soares, na noite de quarta, o petista lembrou que o Brasil não se resume a massacre de crianças e a más notícias. Noutros tempos, tal discurso seria considerado de direita.

Que direita?

O tucano José Serra, por seu turno, o candidato mais identificado com o establishment, considera que há uma armação da direita contra a sua candidatura... Agora que tudo embolou e que tudo está mais ou menos igual, a questão que se coloca é a seguinte: "contra quem vamos lutar?" Só o debate pode resolver a parada.

Massa negativa

E Costa Leite, hein?, o já ex-candidato a vice na chapa de Garotinho. Esse é um caso clássico de quem, ao entrar na política, agrega massa negativa à sua biografia.

Costa Leite era presidente do STJ e tinha sido "técnico" do Serviço Nacional de Informações, o famigerado SNI. Ninguém se lembrava disso. A campanha política se encarregou de ressuscitar a questão.

Com comando

O PSDB, finalmente, decidiu mudar o comando da campanha de José Serra. É muito provável que Pimenta da Veiga seja encostado em benefício de José Richa. O publicitário Nizan Guanaes vai entrar para valer no jogo e tentar reverter a pletora de más notícias que cerca a candidatura de José Serra.

Saída argentina

O presidente argentino Eduardo Duhalde vai propor um plebiscito para mudar o sistema de governo. Quer criar um acolchoado parlamentarista para tentar dar alguma racionalidade à crise Argentina. Difícil dizer se vai conseguir. O mais certo, talvez, fosse mesmo fazer eleições para presidente. Mas quem vai prometer o quê na campanha?

A saída parlamentarista pode ser um anteparo a crises. Se sucessivos governos caírem porque não conseguem fazer o que quer o povo - ter seu dinheiro de volta -, ao menos tenta-se manter intocado o chefe de Estado. Não arruma nada, mas pode adiar um confronto de proporções inimagináveis, ao menos até que o mundo olhe para a Argentina.

Contágio

Por falar em sistema de governo, o Instituto Internacional para Estudos Estratégicos, da Inglaterra, diz em estudo que há risco de contaminação dos sistemas políticos da América Latina, que tenderia cada vez mais para um posição antiamericana. O que o instituto quer dizer com "mudança do sistema político" não fica muito claro.

Uma coisa é certa: até que os EUA, em primeiro lugar, e a União Européia, secundariamente, tratem a região como a área abandonada do quintal, populismos e esquerdismos fora de hora continuarão a pipocar nesses países. Quando falta pão, a primeira coisa que morre é a moderação.

Inútil

O mesmo instituto alerta para o fato de que os EUA erram em sua política externa, que a solução contra o terror será mesmo a negociação política. Inútil pregação.

Assim falou...Lula

"Negociar é preciso!"

De Luiz Inácio Lula da Silva, durante debate na Confederação Nacional da Indústria

Tudo é história

Num momento em que a economia brasileira se vê vitimada pela idiotia neoliberal da equipe econômica, que liquidou o crescimento e pôs o candidato do governo numa situação dificílima, talvez valha a máxima do ex-presidente francês Georges Pompidou (1911-1974): "Três caminhos nos levam à ruína: mulheres, jogo e tecnocratas. O mais agradável é o das mulheres. O mais rápido é o do jogo. Mas o mais seguro é o dos tecnocratas".

Revista Consultor Jurídico, 10 de maio de 2002, 12h12

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