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Quarta-feira, 8 de maio.

Primeira Leitura: Serra no segundo turno é o melhor cenário para o PT

Os ingênuos

Há um monte de ingênuos se perguntando em Brasília por que o PT não põe a boca no trombone e sai, enlouquecido, a pedir CPI contra as privatizações, Ricardo Sérgio, Serra, Deus e o diabo na terra do sol. A ingenuidade, como se vê, não tem limites.

Serra, o melhor

Ocorre, meninos, que o PT pensou, pensou e concluiu que, contra Garotinho, no segundo turno, teria de fazer um discurso à direita (em nome da responsabilidade fiscal); contra Ciro, teria de fazer um discurso à esquerda (contra os bancos e os investidores); contra um eventual novo candidato do governo (Aécio Neves, por exemplo), a luta do bem contra o mal iria ser reavivada. E com o apoio do PFL.

Ou seja, para o PT, o melhor cenário é Serra no segundo turno. A disputa pode se dar do centro para a centro-esquerda, como quer Duda Mendonça, marqueteiro de Lula.

Bom e ruim

A marola anti-Serra que inundou a mídia no fim de semana combinou, como conseqüência, uma coisa ruim e outra boa para Serra. A ruim: vai demorar mais tempo para o tucano se descolar do governo FHC, que, a partir do patamar a que chegou a candidatura, mais tira do que rende voto.

A positiva: o PSDB percebeu que é preciso ser mais compacto na defesa da candidatura; o PMDB, por seu turno, decidiu apressar a indicação do vice, o que é bom também.

Pastore: melhorou, mas...

O ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore afirmou que houve melhorias no quadro macroeconômico nos últimos quatro anos, mas não foram suficientes para garantir crescimento sustentado.

FMI: melhorou, mas...

Nos EUA, a número dois do FMI, Anne Krueger, parecia fazer coro com economistas daqui. Afirmou que a economia brasileira está em boa forma, mas a dívida pública está mais alta do que o Fundo gostaria: 54% do PIB. Em 1995, era 23%.

Fora do mapa econômico...

O discurso de Krueger, na 32ª Conferência do Conselho das Américas, em Washington, não deixa dúvidas: para o organismo, a Argentina está, definitivamente, fora do mapa econômico mundial.

Ela previu crescimento de 3,5% para a América Latina em 2003, "excluindo-se a Argentina", e reiterou que a crise não afetou os vizinhos, com exceção do Uruguai.

...e até do geográfico

A Argentina parece estar sendo varrida até do mapa geopolítico. De importância estratégica nula para o governo Bush, que elegeu a guerra ao terrorismo como foco de sua política externa, o país está a implorar, em vão, por ajuda da Casa Branca. Até agora, não recebeu nenhum centavo.

Juros e produtividade

A decisão do Fed, de manter os juros dos EUA nos atuais 1,75%, não surpreendeu ninguém. A surpresa veio do resultado da produtividade no primeiro trimestre, que cresceu espantosos 8,6%. É uma notícia com aspectos bons e ruins.

Inflação e empregos

A produtividade em alta significa que as empresas têm espaço para aumentar a produção sem elevar os preços, portanto sem estimular a inflação.

Por isso, os juros não precisam subir. A má notícia é que as empresas também não precisam contratar mais empregados ou realizar novos investimentos.

Unidos pelo crescimento

O presidente do PT, José Dirceu, e Antônio Palocci, que coordena o programa de Lula, encontraram-se com o presidente da Fiesp para pedir sugestões ao programa do petista. Todos saíram do encontro unidos na defesa do crescimento.

Novos tempos

As boas relações entre o PT e a Fiesp tornam astronômica a distância entre a sucessão de Fernando Henrique Cardoso e as eleições de 1989, quando Mário Amato, então presidente da Fiesp, disse que Lula causaria o êxodo de 800 mil empresários.

Propostas comuns

O crescimento também é o centro das propostas econômicas do candidato do PSB, Anthony Garotinho. Igual ao governista José Serra e ao oposicionista Ciro Gomes.

Os discursos de campanha são semelhantes porque os desafios para o próximo presidente estão claros. Resta saber quem realmente tem condições de enfrentá-lo.

Assim falou...Raúl Velloso

"Dificilmente, o Everardo Maciel conseguirá mais alguma coisa do seu saquinho de maldades".

Do economista e consultor, na terça, durante seminário, ao se referir ao secretário da Receita Federal.

Para ler e pensar

"Quando alguém está com medo da verdade, então é sempre uma meia verdade que o está ameaçando".

Ludwig Wittgenstein (1889-1951)

Revista Consultor Jurídico, 8 de maio de 2002, 9h22

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