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Mundo das telas

Câmara aprova fim de comercialização de jogos eletrônicos violentos

A Comissão de Constituição e Justiça e de Redação aprovou proposta que prevê a proibição da comercialização de jogos eletrônicos violentos. Segundo o Projeto de Lei 3289/00, do deputado De Velasco (PSL-SP), é necessário proibir em todo o país jogos que incentivem a violência contra animal ou pessoa. A matéria foi enviada para o Senado.

O projeto prevê a desativação de jogos eletrônicos violentos em estabelecimentos comerciais. A multa para quem usar a programação agressiva será equivalente ao dobro do preço do equipamento, suspensão das atividades comerciais por 30 dias e fechamento do local.

O deputado afirma que o autor ou co-autor da ação representada por braços ou mãos que empunham as armas é induzido à violência. De acordo com o deputado, estudos científicos comprovaram que a banalização da agressividade repassada por jogos eletrônicos e similares afetam o lado psicológico dos adolescentes e crianças.

"Então, se ela mata alguém num jogo e amanhã ela vai jogar novamente e a mesma pessoa aparece ali naquele jogo, é sinal de que aquela morte na realidade é uma morte virtual, ela não existiu e a pessoa está ali novamente. Amanhã, ela se defronta com uma situação parecida, acredita que matando uma pessoa não haverá conseqüência nenhuma e que não vai responder por um crime, e isto acaba por sedimentar-se na sua própria consciência e ela admite que na vida real é o mesmo que na vida virtual", disse o deputado.

Revista Consultor Jurídico, 3 de maio de 2002, 18h12

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