Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Terça-feira, 11 de junho de 2002.

Primeira Leitura: subida de Serra nas pesquisas acalma mercado

Efeito pesquisa

Os resultados das últimas pesquisas confirmaram a tendência de consolidação do tucano José Serra em segundo lugar e acalmaram o mercado financeiro. Os juros futuros e o risco do país caíram, e a Bovespa fechou em alta. Mas a ligeira alta do dólar, que subiu 0,06%, revela um problema ainda não resolvido: a rolagem dos títulos da dívida externa.

Prejuízo negociado

Primeira Leitura acredita que, como o dólar tende a ficar pressionado, o Banco Central deveria, dado o momento de alguma calmaria, suprir o mercado de dólar com a liquidez necessária, realizando leilões de venda da moeda.

Com isso, o país deve perder, até o fim do ano, cerca de US$ 5 bilhões de reservas internacionais — hoje, em US$ 32,9 bilhões. Ou seja, se não é possível rolar a dívida, é necessário pagá-la.

Transição

Em um seminário em São Paulo, em que se discutia a independência do BC, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, defendeu a idéia de que, a partir de novembro, um representante do novo governo eleito ocupe uma vaga na diretoria da instituição.

Ignorância ou má-fé?

É uma proposta sensata. Mas que foi criticada pelo mais moderado dos economistas do PT, Guido Mantega, que a considerou “complicada”. É uma reação que supõe desconhecimento de causa, medo ou má-fé. Ou os três fatores combinados.

Temor?

Medo de fazer o que já deveria ter feito, ou seja, comportar-se como governo (mesmo antes de sê-lo) e não como eterno líder da oposição. Dessa possibilidade decorre outra, a de que o partido não estaria preparado para tomar decisões uma vez dentro do BC.

Finalmente, a hipótese mais improvável: assumindo algum poder de fato antes de tomar posse, o partido não poderia depois satanizar o governo passado, acusando-o todas as incompetências possíveis.

Até quando?

A confirmação da morte do jornalista Tim Lopes, da Rede Globo, deu início a um festival de hipocrisia entre políticos e autoridades, deixando claro que o debate sobre violência no Brasil só avança à custa de tragédias que se transformam em emblemas: o seqüestro do ônibus 174, no Rio de Janeiro; o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel; e, agora, o jornalista carioca.

Controle federal

Emblemas há, e muitos, suficientes para justificar uma ação de segurança mais competente, de longo prazo e com coordenação federal, como defende Primeira Leitura, a partir da criação de uma Câmara Federal de Combate à Violência.

Terra de ninguém

Em grandes cidades, como Rio e São Paulo, o Estado já perdeu o controle de vastas áreas para o narcotráfico. Às polícias, restou o papel de evitar que os traficantes desçam do morro ou saiam da periferia, respectivamente, e cheguem perto dos ricos e da classe média. Quando isso acontece, a reação é a que se vê.

Terror

Depois de ter acuado as polícias, os traficantes agora tratam de intimidar a mídia, atingindo logo uma das empresas mais poderosas do país. Chegam a requintes de crueldade, como o “julgamento” e depois a execução com uma espada. Por isso, a reação à morte de Tim Lopes é justa. É chegada a hora de os poderes constituídos reagirem com a mesma indignação quando um anônimo é assassinado.

Assim falou...George Robertson

“Não saímos por aí procurando problemas para resolver.”

Do secretário-geral da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), criticando a nova doutrina do governo Bush, de atacar primeiro — inclusive com armas químicas, biológicas e nucleares —, e reafirmando que a aliança é eminentemente defensiva.

Estava escrito

No auge da crise entre o PFL e José Serra, por causa das denúncias que torpedearam a candidatura de Roseana Sarney, o presidente do partido, Jorge Bornhausen (SC), disse que, se o segundo turno fosse entre Lula e Serra, iria “para casa pescar”.

Alguns analistas políticos acreditaram, algumas garoupas do litoral catarinense ficaram apreensivas, mas quem conhece o velho PFL sabia que não era para valer. O próprio Bornhausen se encarregou de dirimir todas as dúvidas: “A minha posição será a de ficar no palanque com o adversário do Lula”.

Revista Consultor Jurídico, 11 de junho de 2002, 12h01

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 19/06/2002.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.