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Telemedicina

Audiência discute atual estágio da telemedicina no Brasil

Audiência conjunta das Comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e de Seguridade Social e Família discutiu hoje o atual estágio da telemedicina no Brasil, e foi mostrada a experiência da Itália, onde essa inovação ajuda a salvar vidas.

A telemedicina consiste na realização a distância de exames cardíacos, torácicos e pulmonares e até cirurgias na casa do paciente, tudo orientado por um monitor. Os exames são feitos por um técnico, que está ao lado do paciente, mas analisados por um profissional especializado, por meio de um monitor, que pode estar em qualquer ponto do mundo.

O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, deputado Nárcio Rodrigues (PSDB-MG), defendeu que os agentes de programas do Governo sejam qualificados para atuar a distância. "Pretendemos que a tecnologia utilizada com sucesso na Europa seja incorporada ao programa Saúde da Família, de modo a fazer uma medicina preventiva de doenças cardíacas e pulmonares, utilizando recursos do Fundo de Universalização das Telecomunicações (FUST)". Para que isso ocorra, o deputado entende que "seria necessária uma regulamentação dos ministérios da Saúde, das Comunicações e da Anatel".

O presidente do Conselho Federal de Medicina, Edson de Oliveira Andrade, alertou para a necessidade de segurança criptológica no processo, e que é preciso haver total garantia de que apenas os profissionais qualificados tenham acesso às informações a respeito dos exames. "É muito importante se discutir essa idéia, pois o Brasil tem mais de mil municípios sem nenhum médico. Os 263 mil médicos que existem no País estão concentrados nos grandes centros", afirmou.

Também participaram do debate o presidente do Conselho Federal de Medicina, Edson de Oliveira Andrade; o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Otávio Azevedo Mercadante; o coordenador do Núcleo de Informática Biomédica da Universidade Estadual de Campinas, Renato M. E. Sabbatini; o coordenador do Comitê Gestor da Internet, Ivan Moura Campos; o presidente da Internacional Telemedical System do Brasil (ITMS), Roberto Vieira Botelho, e o diretor de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP, prof. Gyorgy Bohm. As informações são da Agência Câmara.

Revista Consultor Jurídico, 4 de junho de 2002, 19h24

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