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Foco trocado

Sylvio Guerra admite que pediu propina para Belo em conversa

Os protagonistas do caso Belo passaram a ser os advogados Sylvio Guerra e Alberto Louvera, ex e atual defensores do cantor respectivamente. Neste domingo (2/5), Louvera divulgou uma fita no programa da Rede TV, Repórter Cidadão - comandado pelo apresentador José Luiz Datena -, em que Sylvio Guerra conversa com o cantor Belo e sugere o pagamento de propina para a polícia. O pagodeiro teve mandado de prisão decretado na semana passada e está foragido.

De acordo com a conversa, a quantia de R$ 300 mil deveria ser repassada para Ricardo Hallack, da Draco - Divisão de Repressão ao Crime Organizado - e Álvaro Lins, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro para que a fita da conversa mantida entre o cantor e um traficante não fosse divulgada. Sylvio Guerra admitiu à emissora, em entrevista ao vivo, que a voz da fita gravada é sua. Entretanto, afirma que mentiu para Belo sobre a propina apenas para poder receber seus honorários advocatícios. Segundo o advogado, essa era a única forma de garantir o pagamento dos honorários.

Ricardo Hallack e Álvaro Lins entraram em contato com a emissora e negaram que tivessem feito qualquer exigência de propina. Guerra pediu desculpas por ter usado o nome dos dois. Mas, de segundo ele, foi necessário para dar veracidade à história contada ao cantor.

Guerra criticou Louvera e o chamou de "advogado de porta de cadeia". Para ele, a atitude de Louvera de divulgar a fita é condenável. Louvera afirma que divulgou a fita porque um desembargador do Rio, de plantão no sábado, teria se negado a ouvir a gravação da conversa.

O presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abrac), Luis Flávio Borges D'Urso, afirmou que Guerra deverá se explicar ao Tribunal de Ética da Ordem dos Advogados do Brasil. Segundo o presidente da Abrac, nada justifica que um advogado minta para o seu cliente. Nem mesmo para receber honorários. Além disso, Borges disse que o advogado poderá ser processado por Ricardo Hallack e Álvaro Lins.

Revista Consultor Jurídico, 2 de junho de 2002, 11h12

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