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Quarta-feira, 31 de julho.

Primeira Leitura: retórica inflamada de Ciro incomoda o mercado.

Mais lenha

Falando a empresários da construção civil, em São Paulo, o presidenciável da Frente Trabalhista, Ciro Gomes, disse que não aceita nenhuma forma de acordo com o FMI e preferiu atacar o governo: “Dentro do modelo ruinoso da economia, eles precisam arranjar dólar com muita pressa, senão podemos ter uma pressão inflacionária muito forte”.

Saída pela esquerda

Os arroubos retóricos de Ciro já provocam desconfianças, e mesmo analistas de mercado já o vêem como menos confiável do que o petista Lula, que, afinal, é um candidato de esquerda.

Na defensiva

Os comentários mais inflamados de Ciro são reações às suspeitas levantadas contra seu vice de chapa, o líder da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva. Paulinho, como é chamado, teria patrocinado, segundo a revista Época, uma espécie de caixinha paralela para negociar acordos com os empresários, muitas vezes danosos aos trabalhadores.

Era Collor

Ciro também foi questionado sobre o passado de seu coordenador de campanha, o deputado José Carlos Martinez (PTB-PR). Ele já deu mais de uma versão sobre suposto empréstimo que teria contraído junto a PC Farias, já morto, ex-caixa de campanha de Fernando Collor.

Esqueçam o que escrevi

Aliados como Miro Teixeira (PDT) e Roberto Freire (PPS) criticam o trecho do programa de governo que prevê antecipação de eleições, uma das pedras-de-toque da concepção política de Roberto Mangabeira Unger, guru intelectual de Ciro.

Mangabeira tentou amenizar a sua originalíssima concepção de democracia no artigo que publica todas as terças na Folha de S.Paulo.

Unilateralismo caro

Um ataque ao Iraque pode afetar profundamente a economia dos EUA, levando o país a uma recessão, dizem economistas, diplomatas e funcionários do governo americano.

Segundo reportagem do The New York Times, o país teria de arcar sozinho com a maior parte dos gastos, o que agravaria seu déficit fiscal ou levaria a corte de programas sociais.

O preço da guerra

A Guerra do Golfo, há onze anos, custou cerca de US$ 60 bilhões, e os americanos só pagaram 20% dessa conta. Além disso, o país terá também de suportar um choque no preço do petróleo. Terça-feira, a commodity registrou alta de 3,4%, fechando a US$ 27,36 em Nova York, depois que circularam boatos de que o Iraque teria movido tropas para a fronteira com o Kuait. A ONU desmentiu a informação.

Assim falou...Ciro Gomes

“Fruto do dragão da maldade das forças desesperadas do mundo oficial.”

Do candidato da Frente Trabalhista à Presidência, sobre a onda de denúncias contra seu vice, Paulo Pereira da Silva, e o coordenador da campanha, o collorido José Carlos Martinez – numa referência ao filme O Dragão da Maldade contra O Santo Guerreiro, de Glauber Rocha. A retórica cada vez mais inflamada de Ciro começa a incomodar o mercado.

Tudo é história

O coronel da reserva Moshe Givati, conselheiro do Ministério de Segurança Pública de Israel, classificou o tumulto dos colonos judeus em Hebron, na segunda passada – quando uma palestina de 14 anos foi morta –, de “um pogrom contra os árabes” da cidade. Pogrom é uma palavra iídiche surgida para descrever os massacres organizados contra judeus que ocorriam na Rússia e na Polônia.

O termo vem do russo pogromit, que significa espalhar destruição. A palavra tornou-se ligada à perseguição violenta de judeus depois de três grandes ondas de anti-semitismo varreram o Império Russo entre 1881 e 1921. Durante os pogroms, havia saques, incêndios, estupros e assassinatos. Em geral, apesar de ter apoio extra-oficial do governo, as explosões de violência se davam de forma espontânea e confusa.

Ao longo do século 20, a palavra passou a designar um ataque em massa contra a propriedade e/ou a vida de minorias nacionais, raciais ou religiosas, com ou sem a anuência das autoridades. O mais famoso pogrom se deu contra judeus: a Noite dos Cristais, de 9 para 10 de novembro de 1938, quando em quase todas as importantes cidades da Alemanha houve ataques a sinagogas e lojas de judeus.

Revista Consultor Jurídico, 31 de julho de 2002, 8h59

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