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Quinta-feira, 25 de julho.

Primeira Leitura: crise nos EUA e cenário político abalam o mercado.

Alta ansiedade

A explosiva mistura das crises americana e doméstica, agravada pelo cenário eleitoral nebuloso, levou pânico ao mercado brasileiro quarta-feira. O dólar chegou a ser cotado a R$ 2,96 no pior momento do dia.

O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, procurou tranqüilizar investidores dizendo que caso permaneçam as incertezas em relação ao Brasil, um acordo com o FMI poderia ser assinado ainda neste ano.

Promessa

O acordo com o Fundo poderia ser fechado mesmo sem a anuência prévia dos candidatos, pois eles já teriam aceitado, nos últimos dias, cumprir os compromissos assumidos pela atual administração.

Calma relativa

Depois da entrevista de Armínio Fraga, a cotação do dólar recuou e fechou em R$ 2,946, com alta de 0,89%. A taxa de risco do Brasil subiu para 1.749 pontos básicos (+2,88%), o maior nível desde janeiro de 1999, quando houve a mudança do regime cambial.

Inflamando

O economista-chefe do banco Bear Stearns, David Malpass, em teleconferência com analistas e investidores, afirmou que, se não houver mudança na política econômica brasileira, haverá o default da dívida.

Quando aconteceria o calote, segundo o economista? “Se o FMI liberar dinheiro para o Brasil agora, então poderá atrasar esse evento para depois das eleições.”

Vizinhança

Segundo Malpass, outra ferramenta para “atrasar o derretimento do mercado brasileiro” seria a rolagem da dívida interna por meio dos fundos de pensão, assim como fez a Argentina.

Conta de chegada

Segundo algumas análises, o Brasil ainda precisa conseguir US$ 5 bilhões para fechar as contas até a posse do sucessor de Fernando Henrique Cardoso.

Depois da porta arrombada...

A ordem de FHC para que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) controle o preço do gás de cozinha veio tarde, mas é correta. Na ata do Conselho de Política Monetária, divulgada ontem, a projeção do reajuste do preço do gás em 2002 passou de 28% para 42%.

Economia real

O IBGE divulgou quarta-feira que, em maio deste ano, a renda da população brasileira caiu pelo 17º mês consecutivo. No primeiro semestre, o recuo foi de 4,6% e, na segunda metade do mandato de FHC, de 11%.

Começou

A aprovação do presidente dos EUA, George W. Bush, caiu ao pior nível desde os atentados de 11 de setembro. Segundo The Wall Street Journal, 62% dos americanos têm uma avaliação positiva do governo. Em junho, eram 70%. Logo depois dos ataques terroristas, mais de 80%.

No bolso

O mesmo levantamento descobriu que a economia já é a principal preocupação dos americanos: para 33%, esta deveria ser a prioridade do governo, contra 30% que apontam o terrorismo. Mesmo vozes conservadoras já se manifestam contra o samba de uma nota só – a guerra contra o terror – de Bush.

Assim falou...Paul Krugman

“(...) aquele cara lá do Departamento do Tesouro, de cujo nome não me lembro.”

Do economista e colunista do The New York Times, ironizando a irrelevância do secretário do Tesouro dos EUA, Paul O’Neill, na condução da economia americana.

Tudo é história

“É indispensável enfrentar os interesses organizados que reprimem nossas oportunidades de desenvolvimento e de justiça. O único meio eficaz para enfrentá-los é a mobilização das maiorias desorganizadas”. Este é um trecho do artigo de Roberto Mangabeira Unger na Folha de S.Paulo de terça-feira.

Mangabeira é o coordenador do programa de governo de Ciro Gomes. Primeira Leitura concorda com o presidente do PT, José Dirceu, que vê uma ameaça autoritária no programa de Ciro.

Quer dizer que, se o candidato da Frente Trabalhista for eleito, o governo vai se meter na organização dos grupos de reivindicação da sociedade? Alguns já fizeram isso antes de Ciro: Getúlio, no Brasil, durante o Estado Novo; Perón na Argentina; Hitler na Alemanha; Mussolini na Itália; Franco na Espanha, Salazar em Portugal, e, mais recentemente, Chávez na Venezuela.

Revista Consultor Jurídico, 25 de julho de 2002, 7h04

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