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Barrados no baile


Prezados Senhores:

Li a notícia "PUXÃO DE ORELHA", desta terça-feira (16/7/2002 ), em que trata da decisão proferida pelo Excelentíssimo senhor Juiz de Direito da Comarca de Tubarão, publicada nessa conceituada revista jurídica. Não poderia deixar de expressar minha modesta opinião, com o devido respeito ao "decisum" e sapiência do douto magistrado.

Não podemos esquecer da obra de Iering, na qual fica claro que o direito somente será fortalecido e respeitado quando ele for exercitado, mesmo que se tenha que gastar 100 libras para recuperar 80 libras, pois o que está em questão, não é somente o valor material, mas sim, o valor moral, também.

Passei pelo mesmo constrangimento que a requerente da notícia em questão. Tratava-se da formatura de um sobrinho. Na entrada do clube fui barrado juntamente com a minha esposa e a alegação do segurança era a mesma, o vestido. Até que pudéssemos adentrar ao clube, passaram-se de 30 à 60 minutos terríveis, pois não tinha uma pessoa que não nos olhasse com ar de deboche e desconfiança, enquanto ficamos expostos ao lado dos seguranças como se algo errado tivéssemos feito. Ao final, tudo se resolveu e pudemos entrar no clube.

Demandar alguém com base no constrangimento sofrido, não é uma tarefa fácil, e requer muita sensibilidade para retratá-la, tanto por quem propõe a ação, como por quem a julga. E o que é esperado em uma ação como essa não é o valor, mas o que ele representa em si, que é a satisfação tardia pela injustiça sofrida traduzido em valores monetários.

Qual o valor humano que existe? Não sei, acho que varia de ser humano para ser humano. Porque temos tanta criminalidade? Talvez seja pela crença na impunidade e injustiça, que o povo tem.

Porque tanta gente passando fome? Acho que a insensibilidade tem falado mais alto em cada cidadão e nos poderes constituídos.

Tenho 43 anos e me formarei em Direito esse ano, se Deus permitir. O que aprendemos na universidade é muito bonito e tenho motivos de sobra para acreditar na Justiça dos homens.

José Emílio Serafim

Leia a notícia citada pelo leitor.

Revista Consultor Jurídico, 16 de julho de 2002, 17h50

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