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Quinta-feira, 11 de julho.

Primeira Leitura: subida de Ciro em pesquisa amedronta Serra e Lula.

Imagem do momento

O salto de Ciro Gomes (PPS) nas pesquisas de intenção de voto, a queda lenta, mas gradual, de Lula (PT) e a paralisia que acometeu José Serra (PSDB) – menos nas intenções de voto do que na capacidade de fazer propostas e de se diferenciar dos adversários – deixaram o cenário eleitoral momentaneamente em aberto.

Fazendo pose

Qual é o medo de Lula e de Serra hoje? Que o candidato da Frente Trabalhista, Ciro Gomes, convença o eleitorado de que ele é “a alternativa dentro do Real”. Segundo o diretor de um dos mais importantes institutos de pesquisa, “Ciro quer ganhar o eleitor posando de dissidente”.

Comparando

A contingência não tira de Ciro, no entanto, o que ele efetivamente é: uma incógnita, se comparado aos votos consolidados de Lula, depois de quatro candidaturas, e à força do palanque governista e das alianças regionais que sustentam Serra.

Receitas

No combate a um Ciro que adota a dissidência como estratégia, montado na ousadia, o cenário eleitoral exige que Lula convença o eleitor de sua capacidade de fazer mudança com segurança e que Serra se descole do governo FHC, comportando-se como um radical em relação a tudo que precisa ser mudado.

Pela ética

Um dia depois de ter discursado em prol da “ética corporativa”, o presidente americano, George W. Bush, tem seu vice processado por fraude contábil.

Dick Cheney é acusado de aumentar artificialmente em US$ 445 milhões, a partir de 1999, o faturamento da empresa de petróleo Halliburton, da qual foi presidente entre 1995 e 2000. A ação foi movida pela Judicial Watch, organização sem fins lucrativos formada por advogados em Washington.

É para valer

Dick Cheney não é um vice qualquer. Depois da eleição presidencial, em 2000, não faltou quem dissesse, na mídia americana, que seria ele, mais experiente, a dar o rumo ao governo de Bush. Formado nos tempos da Guerra Fria, Cheney tem voz ativa na formulação de políticas na Casa Branca.

Parou

O governador da província de Santa Fé, Carlos Reutemann – o ex-piloto de Fórmula 1 que era considerado um dos principais nomes do Partido Justicialista (peronista) para a sucessão de Eduardo Duhalde –, anunciou ontem que não vai disputar a eleição presidencial argentina.

Era o que faltava...

A desistência de Reutemann fortalece a candidatura do ex-presidente Carlos Menem, também peronista. Menem, que governou a Argentina por dez anos, é apontado como o principal responsável pela crise do país.

Assim falou...Roberto Aguiar

“Se você quer milagre, então ponha Jesus Cristo na Secretaria [de Segurança].”

Do secretário da Segurança Pública do Rio, ao dizer que não tem como estipular prazos para a redução dos índices de criminalidade no Estado.

A história se repete?

A eleição presidencial de 1989, a primeira pelo voto direto depois da ditadura militar, foi governada pelo medo. Para não correrem o risco de ver o “sapo barbudo” chegar à Presidência, as elites deram um cheque em branco a Fernando Collor. Deu no que deu.

Na eleição deste ano, as mesmas elites parecem dispostas a apostar em uma incógnita chamada Ciro Gomes, se este continuar a subir nas pesquisas e se consolidar como o outro lado da polarização com Lula, do PT – no lugar do tucano José Serra. Fantasmas fabricam fantasmas. Só existe um caminho para se escapar dessa armadilha: o compromisso público com programas claros, que não deixem dúvida não apenas sobre o que não se vai fazer, mas também sobre o que se vai fazer e como.

Revista Consultor Jurídico, 11 de julho de 2002, 8h59

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