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Terça-feira, 2 de julho.

Primeira Leitura: alta do dólar bate recorde no aniversário do Real.

O dólar e o Real

A cotação do dólar bateu segunda-feira - dia em que se comemorou o 8º aniversário do plano econômico - o recorde do Real. Com alta de 2,83%, a moeda norte-americana fechou cotada a RS$ 2,90. Principal explicação: o dólar sobe porque está escasso.

O dólar e a eleição

Mas, além dessa razão fundamental, foi mais um dia de rumores. O principal é que pesquisa do Ibope feita para a corretora Ágora teria apontado que a distância entre o tucano José Serra e Ciro Gomes caiu para a margem de erro.

A corretora afirmou que não vai divulgar oficialmente o resultado. Ou seja, não se saberá se isso aconteceu, mas, na dúvida, o mercado segue com o dedo no gatilho.

O dólar, a Petrobras e os juros

O mesmo gatilho que, por conta da estúpida política de preços da Petrobras, de repasse automático da alta do dólar, disparou ontem os juros no mercado futuro. Os contratos para outubro subiram 8,33% e para janeiro, 6,26%.

A Petrobras e a recessão

Primeira Leitura nunca acreditou que seria possível promover uma queda da taxa Selic no meio de uma crise da confiança. Mas a Petrobras não fez só esse serviço didático. Conseguiu também acentuar a perspectiva recessiva para a economia.

A alta do dólar já pressionaria os preços de forma a tornar difícil uma queda dos juros. A partir dos aumentos do diesel e a gasolina, torna-se impossível promovê-la.

Fora da meta

Não por acaso, e pela primeira vez, o relatório Focus - feito pelo Banco Central com base em pesquisa realizada com analistas de bancos - prevê que a inflação no ano vai estourar o teto da meta (de 5,5%), ficando em 5,53%.

Dólar mais alto, juro mais alto, inflação maior - apesar disso a agência de classificação de risco Moody´s não vê no Brasil "o risco que vimos na Argentina seis meses antes de sua moratória". Mas, segundo David Levey, co-diretor da divisão de risco soberano da agência, "a incerteza em relação ao real permanecerá até as eleições".

Paradeira

A fábrica de São Bernardo do Campo da Volkswagen dará férias coletivas de sete dias para seus 15 mil funcionários. Nesse período, a fábrica ficará parada.

Segundo a montadora, a medida visa a adequar a produção de veículos à retração de mercado. A Fiat e a General Motors também deram folgas a seus funcionários.

Pauleira

Divergências entre as várias tendências do PT levaram ao adiamento da divulgação do plano de governo do presidenciável e líder nas pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva, que estava previsto para este início de semana.

De volta à prancheta

O líder petista na Câmara, João Paulo Cunha (SP), afirmou que uma parte do programa - inclusive na área econômica - terá de ser refeita. Uma das modificações poderá ser no capítulo referente a metas de inflação.

Assim falou...Nelson Jobim

"Não há que se instaurar inquérito com base em 'ouvi dizer'. Há que se exigir consistência nos indícios".

Do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ao negar o pedido do Ministério Público de abertura de inquérito para indiciar o presidente do PT, José Dirceu, acusado de receber dinheiro de um suposto esquema de propina na administração petista de Santo André.

Tudo é história

Em 1997, num discurso em comemoração aos dois anos do Plano Real, o presidente Fernando Henrique Cardoso definia assim os novos tempos reservados ao Brasil: "Estabilidade, portanto, é esse sentimento que outro dia mencionei como força de calma. O Brasil cansou do ziguezagues, cansou do suspense. Eu vejo dos que vivem através de tentativa de dar a impressão de que nós estamos sempre à beira do abismo - vai cair, vai fracassar, vai não sei o quê - não tem mais quem escute, porque não é assim que as coisas ocorrem..."

Segunda-feira, no oitavo aniversário do Real, não houve discurso presidencial. Em vez disso, o mercado financeiro tratou de mostrar que há, entre investidores, quem escute os que acham que o Brasil está "à beira do abismo". E que não faltam nem "ziguezagues" e nem "suspense".

Revista Consultor Jurídico, 2 de julho de 2002, 19h38

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