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Concorrência desleal

Advogados repudiam concorrência desleal no mercado

O artigo publicado pelo advogado e conselheiro da OAB-SP, Raul Haidar, gerou várias manifestações de apoio dos leitores da Revista Consultor Jurídico. No texto, Haidar critica a concorrência desleal incentivada por grandes escritórios de advocacia. (Veja o artigo).

O presidente do TED I (Turma Deontológica) da OAB-SP, Robison Baroni, resolveu expedir cópias do manifesto de Haidar para milhares de advogados do Brasil inteiro.

Um dos advogados disse que sente "cada vez com maior ênfase a chegada dos picaretas da profissão". Lembrou dos tipos de pessoas que prometem "resultados certos e fáceis". E citou os que se apresentam como "ex-desembargadores" para ganhar clientes.

Um dos leitores da revista afirmou que "está na hora de a OAB voltar os olhos para as dificuldades" pelas quais os advogados estão passando. "Ainda que para isso tenha que deixar de lado o trato de outras questões que não dizem respeito exclusivamente à classe", disse.

De acordo com um internauta, Haidar conseguiu expressar com clareza e riqueza de detalhes "a atual e constrangedora situação".

Para um advogado do Paraná, muitos profissionais do Direito "tratam a advocacia como um negócio paralelo" porque vivem de outra profissão ou afazeres. Para ele, isso é um "total desrespeito à profissão".

Para um dos advogados, o termo "concorrência desleal" não parece apropriado. "Creio tratar-se mesmo de um verdadeiro roubo da honra e, sobretudo, da dignidade daqueles que - como nós - acreditam na Justiça", alfinetou.

Outro advogado disse que é preciso coragem para colocar a mão na "ferida" diante do que acontece com profissionais que dependem do exercício da profissão para sobreviver.

Um dos leitores foi mais longe. "Ou nosso código de ética passa a ser respeitado ou então, dentro de algum tempo, teremos nossa profissão regulada pelo Código Comercial ou por qualquer outro estatuto mercantil".

Revista Consultor Jurídico, 23 de janeiro de 2002, 15h56

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