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O impacto da morte

Personalidades da política falam sobre a morte de Celso Daniel

O seqüestro seguido de morte em que foi vítima o prefeito de Santo André, Celso Daniel, abalou as personalidades da política brasileira.

Leia as manifestações a respeito do episódio

Itamar Franco, ex-presidente e governador de Minas Gerais - "A barbárie do crime choca. É necessária a certeza de sua elucidação o mais rápido possível. A insegurança é o nosso flagelo."

Paulo Maluf, ex-prefeito de São Paulo e pré-candidato pelo PPB ao governo estadual - "É difícil comentar o caso diante da emoção. É triste ver um prefeito eleito com 70% dos votos, com 50 anos, ter sua vida cortada por marginais."

José Serra, ministro da Saúde e pré-candidato do PSDB à Presidência - "Estou extremamente chocado com o que aconteceu. Eu havia estado com o Celso na semana passada, quando ele veio ao ministério fazer propostas, que acolhi, para a melhoria da saúde em Santo André. Ele era um administrador público competente, politicamente bem preparado e um homem calmo, desses que não costumam cultivar inimigos."

Roseana Sarney, governadora do Maranhão e virtual candidato do PFL à Presidência - "Transmito toda minha solidariedade à família e ao PT. Isso mostra que a luta contra a violência e a impunidade tem que ser de todo mundo. Está acima de partidos e ideologias."

Marco Aurélio, presidente do STF: "Se a motivação foi política, inauguramos uma quadra desconhecida na cena brasileira que é a violência pelo móvel político. Nós, os brasileiros, somos conhecidos por sermos um povo pacífico."

Ramez Tebet (PMDB-MS), presidente do Senado - "Eu lamento profundamente. Entendo que está na hora de ter uma mobilização nacional contra a violência. Planos de segurança tem demais, precisamos agir. As famílias estão assustadas."

Aécio Neves (PSDB-MG), presidente da Câmara - "É algo que choca a todos nós. Os governos federal e de São Paulo terão todo o interesse e empenho para esclarecer esse crime, que atinge o PT, a família de Celso Daniel e a todos nós brasileiros."

Roberto Freire (PE), senador e presidente do PPS -

"É um atentado que coloca a Nação em choque. Aguardo imediata ação dos aparelhos da polícia. Não é possível que isso continue acontecendo no nosso dia-a-dia. Os alvos dos sequestros geralmente são pessoas ricas. Tornando-se um crime político é mais preocupante ainda."

Jorge Bornhausen (SC), senador e presidente do PFL - "Só tenho a lamentar. Até agora, só estava sabendo do sequestro. Se for um crime com qualquer motivo político, lamento mais ainda".

José Aníbal (SP) - deputado federal e presidente nacional do PSDB - "Trata-se de uma barbárie. Estão se multiplicando os grupos que atuam na supressão da liberdade de cada um de nós. É preciso uma ação forte do Estado."

Paulo Hartung (PSB-ES) - "Esse crime tem um contexto, o político. Vários prefeitos do PT foram vítimas de violência e o caso do prefeito de Campinas ainda não foi devidamente esclarecido até hoje. Celso Daniel era muito preparado e competente. Perdem o PT e a política nacional."

Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) - "Era um homem sem inimigos. Uma perda inestimável".

Aloizio Mercadante, deputado federal pelo PT - "Nosso sentimento é de indignação e revolta. Nós demos aulas juntos na PUC, fundamos o PT juntos e ele, junto com o prefeito Toninho de Campinas, faziam parte do futuro do PT. O Celso Daniel dedicou a vida à causa pública."

Antonio Carlos Magalhães, PFL, ex-senador - "O crime tem uma conotação política, pelo menos presumivelmente. Existem muitas coincidências. No ano passado, assassinaram o prefeito de Campinas. Político ou não, ideológico ou não, o crime foi bárbaro e precisa ser esclarecido. A população não suporta mais tanta violência."

Francisco Weffort, ministro da Cultura - "Vivemos um momento de profunda tristeza com a violência brutal que foi cometida com o prefeito Celso Daniel. Os bandidos que cometeram tal absurdo só serão presos se continuarmos nossas atividades. Não podemos parar nossas vidas, senão a violência toma conta de tudo."

Jilmar Tatto, secretário das sub-prefeituras de São Paulo - "Conversei com ele duas semanas atrás e queria ver se a gente podia repetir o projeto de paisagismo que ele fez em Santo André. Liguei na quinta e não consegui falar com ele. Foi tão estranha essa ação. Uma tragédia."

Jorge Viana, PT, governador do Acre - "Ele não foi sequestrado por engano. Da forma como ele foi morto, não tenho dúvida de que foi uma ação premeditada. Não sei o que está acontecendo com os dirigentes do PT em São Paulo. Essa violência é uma coisa assustadora."

Luiza Erundina, ex-prefeita de São Paulo -

"Estou consternada. Tinha muito respeito e carinho pelo Celso. A morte dele atinge a todos nós. É uma perda política e também de uma figura humana extraordinária. Temos de nos preocupar com esse quadro de violência generalizada sobre o qual o governo não tem controle." Erundina propôs um pacto entre pré-candidatos ao governo do Estado de partidos de oposição para que esqueçam seus planos de governo e passem a discutir a violência em São Paulo.

Luiz Marinho, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos - "A morte do Celso Daniel é um alerta para a sociedade. Teve a morte do Toninho (do PT) e nenhuma pista foi informada. Me parece que não há nenhum empenho em investigar esses crimes."

Marta Suplicy, prefeita de São Paulo - "É intolerável o que está acontecendo. Vem aumentando a escalada da violência. Não há muito o que ainda acontecer para que seja feito alguma coisa. A população exige uma ação enérgica. Eu, como todo paulistano, estou muito indignada. Ele [Daniel] era muito importante para todos nós."

Olívio Dutra, PT, governador do Rio Grande do Sul - "Foi um golpe violento não só contra o PT, mas contra todo o quadro democrático do país, com evidências de que há uma organização clandestina com ramificações no pensamento de direita deste país."

Tarso Genro, PT, prefeito de Porto Alegre - "É preciso dar um estatuto político na investigação da morte do prefeito Celso Daniel, independentemente de ter sido executado por marginais ou pela extrema-direita, porque o assassinato de prefeitos do PT e atentados sofridos por integrantes do partido comprometem as instituições políticas do país."

Material reproduzido da Folha Online

Revista Consultor Jurídico, 20 de janeiro de 2002, 21h09

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