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Discussão retomada

Comando de greve acusa TJ paulista de descumprir acordo

O comando estadual de greve do Poder Judiciário de São Paulo deve se reunir, no próximo sábado (19/1), para discutir as negociações em andamento com o Tribunal de Justiça. De acordo com o panfleto de aviso da reunião, o TJ-SP estaria descumprido pontos acertados para a suspensão da greve. O Tribunal nega o descumprimento dos pontos levantados pela Associação dos Servidores do Tribunal de Justiça.

A possibilidade de uma nova greve é remota, segundo o diretor de imprensa da associação, Sylvio Miceli. O presidente do Sindicato União dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de São Paulo, Wagner José de Souza, também garantiu que não existe nenhuma possibilidade de greve no momento.

"Estamos em fase de negociações com o presidente do Tribunal de Justiça e não há hipótese de greve", disse. Segundo Souza, os associados do sindicato não vão participar da reunião que será feita na Associação dos Servidores, às 10h.

Embora a possibilidade de greve tenha sido descartada, Miceli afirma que os servidores do interior paulista estão insatisfeitos com as 500 vagas que serão abertas para o auxílio creche-escola. "Hoje seriam necessárias pelo menos 2 mil vagas", afirmou. Mas a assessoria de imprensa do Tribunal lembrou que no acordo para a suspensão da greve ficou acertado que seriam 500 vagas.

Ele reclamou também da falta de acordo sobre a reposição salarial por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal, alegada pelo TJ paulista. A assessoria de imprensa do Tribunal afirmou que os servidores e presidente ainda estão em fase de negociações sobre o assunto.

De acordo com Miceli, o Tribunal quer reduzir o número de integrantes da comissão de negociação do comando estadual de greve de 36 para dez. Os servidores não concordam.

Segundo a assessoria do TJ paulista, o número de integrantes não foi acertado no acordo para suspensão da greve. Por isso, o Tribunal de Justiça quer reduzir o número de integrantes para que as reuniões sejam mais "produtivas".

Outros pontos reivindicados foram: a participação dos servidores na elaboração do Orçamento e administração do Tribunal feita pelos funcionários. O presidente do TJ-SP, Sérgio Nigro, afirmou na semana passada que a elaboração do Orçamento é feita pelo Poder Judiciário por causa da autonomia, durante uma reunião com servidores. Também discordou da administração ser feita por funcionários. A assessoria de imprensa lembrou que os pontos também não fazem parte do acordo para suspensão da greve.

Veja o panfleto distribuído pela Internet

TJ DESCUMPRE ITENS DO ACORDO E AMEAÇA DESCUMPRIR OUTROS PONTOS.

QUAL A NOSSA RESPOSTA?

TODOS À REUNIÃO DO COMANDO ESTADUAL DOS JUDICIÁRIOS/SP

DIA 19/01/2002 - SÁBADO, REUNIÕES ABERTAS A TODOS!

10:00 HORAS - REUNIÕES DAS COMISSÕES

14:00 HORAS - REUNIÃO DO COMANDO

Em cada reunião com a Presidência do Tribunal de Justiça,

há sempre um item desrespeitado no acordo firmado para a suspensão da greve.

A continuar assim! Até o natal de 2002, o acordo estará extinto!

Se não houver uma resposta imediata, vamos acabar caindo no ditado popular: "Quem cala, consente!"

A CAMPANHA SALARIAL NÃO ACABOU! DEPENDE DE TODOS NÓS!

REPRODUZA ESTE INFORMATIVO - CONVOQUE SEUS COMPANHEIROS

PARTICIPE DA REUNIÃO DO COMANDO ESTADUAL

Revista Consultor Jurídico, 16 de janeiro de 2002, 14h35

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