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Recorde de audiência

STF, com Marco Aurélio, ganhou mais visibilidade em 2001.

Ao longo do ano que passou, o Supremo Tribunal Federal foi objeto de 7.987 textos (notícias, reportagens, editoriais e artigos) publicados na grande imprensa (três revistas e treze jornais de maior circulação). Nas emissoras de TV, só no segundo semestre, o espaço ocupado correspondeu a 108 horas e 51 minutos.

Não é pouca exposição para um tribunal que, até o começo dos anos 90 mais parecia uma seita secreta, quando comparado ao Congresso ou ao Palácio do Planalto.

A arrancada recente do STF, vê-se a olho nu, deve-se ao ministro Marco Aurélio, que aceitou a tarefa de expandir o diálogo com a opinião pública através da imprensa e montou uma assessoria à altura da missão. A abertura encontrou terreno fértil no comando das redações, que passou a valorizar a cobertura jurídica (com algum atraso) e, principalmente, atendeu o interesse da população - cada dia mais interessada em saber e discutir seus direitos.

Desde que Marco Aurélio assumiu a presidência do tribunal, o STF quase dobrou a média de tempo em que era assunto de reportagens das emissoras de TV. De seis horas por mês, o STF passou a ocupar onze horas nos noticiários televisivos. Uma elevação de 83%.

Nos doze meses do ano que passou, o serviço de imprensa do STF produziu 1.094 notícias no portal da Corte, a respeito de decisões e iniciativas da Casa. Esse material auxiliou a imprensa na divulgação de milhares de notícias em todo o país e por todos os meios.

Finalmente, os jornalistas que fazem a cobertura diária das atividades do Supremo passaram a ter condições semelhantes às dos profissionais que atuam no Legislativo e no Executivo.

O comitê de imprensa foi deslocado para o prédio principal (Palácio do Judiciário), a um lance de escadas da Presidência. O local foi reequipado com novos computadores conectados à internet, com impressoras e copiadora.

Renato Parente, o novo chefe do serviço de imprensa, escalado por Marco Aurélio para implementar sua política de comunicação, preparou o projeto de criação da TV Justiça, um canal para divulgação das atividades do Poder Judiciário e das atividades essenciais à Justiça, cuja finalidade é ampliar o conhecimento e, assim, o acesso dos cidadãos a esse direito. Foram feitos estudos sobre legislação, equipamentos e programação. A previsão é de que a TV entre no ar em agosto de 2002.

A somatória dessas iniciativas contribuiu para a sedimentação de uma imagem menos solene e mais participante do STF.

As atividades da Assessoria de Imprensa em 2001 foram marcadas pelo esforço para aperfeiçoar e ampliar as ferramentas de comunicação utilizadas pelo Supremo Tribunal Federal.

No ranking das publicações que mais atenção dão ao Supremo, o jornal O Estado de S.Paulo encabeçou a lista (pelo terceiro ano consecutivo), com 664 textos publicados. Em seguida, vieram O Globo, com 609 textos; Folha de S. Paulo, 599; Correio Braziliense, 495; Jornal do Brasil, 477; Gazeta Mercantil, 367; Jornal de Brasília, 342; Estado de Minas, 295; Tribuna da Imprensa, 294; Jornal do Commercio, 280; e Valor Econômico, com 262 notícias.

Entre as revistas, a ordem foi a seguinte: Veja, 31 publicações; Época, 15; e Istoé, 11. Não foram computadas as publicações virtuais. No caso da Consultor Jurídico, foram divulgados 655 textos sobre o STF.

No ranking dos ministros que mais apareceram na imprensa, a partir de junho, como era de se esperar, o ministro Marco Aurélio foi quem teve mais visibilidade, com 1.735 citações. Em segundo lugar ficou o ministro Nelson Jobim (com 398 citações) que, no ano passado, assumiu a presidência do Tribunal Superior Eleitoral. Boa parte das citações, contudo, se deu pelas suas estreitas relações com o presidente Fernando Henrique Cardoso, de quem é amigo pessoal.

Carlos Velloso, que presidiu o STF até maio de 2001, teve 317 citações, seguido dos ministros Néri da Silveira (242), Ilmar Galvão (206), Mauricio Corrêa (197), Ellen Gracie (189), Celso de Mello (140), Sepúlveda Pertence (138), Sydney Sanches (89) e Moreira Alves (77).

A projeção do STF, naturalmente, além de aplausos e nova visibilidade trouxe também riscos e perigos. Principalmente nos segmentos mais habituados ao perfil de Judiciário patriótico que faz de tudo para ajudar o Poder Executivo. Ao assentar uma identidade própria, desconectada dos desígnios do Planalto, os integrantes do STF que cometem a ousadia enfrentam a ira dos guardiões da seita "vamos-deixar-tudo-do-jeito-que-está".

Revista Consultor Jurídico, 8 de janeiro de 2002, 18h23

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