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26/2/2002

Primeira Leitura: pesquisas mostram FHC como grande cabo eleitoral

Segundo turno

As pesquisas eleitorais divulgadas nos últimos dois dias, Datafolha e CNT-Sensus, mostram, nas simulações de segundo turno entre Serra e Lula, um crescimento do candidato governista.

Cenários

Assim que, e se, o tucano ultrapassar Lula numa simulação de segundo turno, mudará o cenário político no campo conservador. Até agora, apenas Roseana bate o candidato petista nas simulações.

Apressados

É grande o risco dos que, pressurosos, decretam o fracasso petista diante da queda de Lula nos levantamentos eleitorais. Primeiro, porque um índice de 25% já o deixa bem perto de um eventual segundo turno. Segundo, porque a campanha ainda não começou para valer. Mais: o PT é o partido que conta com mais militância real, espontânea, para trabalhar em prol do seu candidato.

Em ascensão

As duas pesquisas mostram FHC como um grande cabo eleitoral – a avaliação positiva do presidente da República deu um salto. Pela primeira vez, desde a crise da desvalorização do real, em janeiro de 1999, a avaliação que considera o governo FHC “ótimo” e “bom” soma 31% dos entrevistados. Superou os 29% dos que consideram a sua gestão “ruim” e “péssima”.

Mais luz

A pesquisa CNT-Sensus manteve a tendência de crescimento da melhoria da avaliação do governo, o que vem acontecendo desde que foi afastado o perigo dos apagões, em agosto passado. Agora, até o racionamento está no fim.

Na cidade…

O candidato tucano cresceu na intenção de voto urbano (classe média, média alta e alta, com renda e escolaridade), onde tirou pontos de Lula.

…e no campo

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), consolidou-se na disputa ao crescer entre os eleitores mais pobres e do Nordeste.

Imunizado?

A epidemia de dengue não afetou – até agora, pelo menos – a candidatura de Serra, ministro da Saúde até quinta-feira passada. Para 73% dos entrevistados pela CNT-Sensus que acompanham a evolução da doença, o surto se deve à falta de atuação dos moradores ou “de todos nós”. A atuação do Ministério da Saúde aparece em terceiro lugar, com 11%.

Sem plano B

Os tucanos reagiram entre eufóricos e aliviados com o crescimento de Serra nas pesquisas. A avaliação é que o início da campanha e a melhora na avaliação do governo vão manter a curva ascendente de Serra. O resultado da pesquisa Datafolha embalou a pré-convenção do PSDB, no domingo, e desarmou os que ainda insistiam na tese do “plano B”: substituir o candidato caso Serra não decolasse.

É preciso

Entre os sete principais compromissos de sua campanha, Serra incluiu a criação de um ministério para a Segurança Pública. Primeira Leitura vem defendendo, há semanas, a criação de uma instância para cuidar do assunto, nos moldes – com, pelo menos, a mesma importância – da que administrou o racionamento de energia do país.

Assim falou… Paulo Maluf

“(Alckmin é um) picolé de chuchu light”. Do candidato do PPB ao governo paulista, ao comentar a pesquisa Datafolha em que bate o tucano em intenções de voto por até 11 pontos percentuais (35% a 24%).

Assim falou… Geraldo Alckmin

“(Maluf) é um fujão da Justiça”. Do governador de São Paulo, tucano, candidato à reeleição, respondendo ao pepebista.

Estava escrito

Na edição de 22 de janeiro deste ano, Primeira Leitura defendeu a criação, pelo governo federal – junto com os Estados –, de uma instância privilegiada de combate à violência: “O governo federal, que já tratou como questões emergenciais a crise no abastecimento de energia elétrica e o fraco desempenho das exportações, precisa juntar-se aos Estados e criar, igualmente, uma Câmara de Gestão do Combate à Violência.

Um organismo desse tipo permitiria uma discussão permanente sobre como combater a violência, constante mobilização da sociedade, atualização de propostas e prestação de contas sobre a execução dessas medidas”.

Revista Consultor Jurídico, 26 de fevereiro de 2002, 9h40

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