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Caso DNER

Que essa nota promissória até hoje não foi paga e se encontra na Justiça, em cobrança judicial;

Que entrega como prova a cópia da nota promissória como DOC. 02;

Que logo após 17/10/97, data de aquisição das cotas, o Sr. Ulisses passou a controlar a firma totalmente, como sócio gerente;

Que no início o Sr. Ulisses era um excelente vendedor e a contabilidade da firma era feito por sua esposa Flávia Rocha Rodrigues Ferreira Leite;

Que o Sr. Ulisses controlava a firma através de seu irmão Hudson Ferreira Leite;

Que como Ulisses não fazia os pagamentos das cotas, o depoente e seu genitor lhe questionava;

Que o mesmo dizia então que só estava esperando o Sr. Olívio Moacir Padilha receber grandes somas no Ministério dos Transporte para efetuar o pagamento;

Que Moacir tinha um crédito a receber junto ao DNER, da empresa Navegação Guajará Ltda, no Procedimento Administrativo n.º 51100.002164/98-52, que seria da ordem de R$ 2.043.260,09;

Que o Sr. Ulisses, pressionado, disse que obteria uma procuração dos donos da firma Navegação Guajará Ltda, de Guajará Mirim – Rondônia, para dar poderes ao pai do depoente Geraldo Hipólito da Silva e Olívio Moacir Padilha, para os mesmos receberem o crédito da firma Navegação Guajará Ltda;

Que o Sr. Ulisses entregou ao depoente duas procurações;

Que estas procurações entregas por Ulisses seguem como DOC. 03, em anexo; Que essa procuração permitiria que o crédito da navegação Guajará, de R$ 2.043.260,09 fosse creditado na conta conjunta 10290-3, da agência 2219-5, do Bradesco, Banco n.º 237, agência esta que fica situada na altura da 513 Norte;

Que desta forma o dinheiro seria depositado na conta conjunta;

Que nessa agência o Sr. Ulisses também tinha conta, que pelo o que se lembra a conta do Sr. Ulisses era a de n.º 8872, sendo conta conjunta com a esposa do mesmo, Flávia Rocha Rodrigues Ferreira Leite;

Que descobriu há cerca de quatro meses, no dia 20/06/2001, que as procurações são falsas, porque a empresa Navegação Guajará Ltda não pertence as pessoas que firmam a procuração;

Que as pessoas que firmam a procuração, Angela Denise Papadopulos Machado de Lima, Atílio Machado de Lima, Sanclair Machado de Lima, Olga Dutra de Lima e Sanclê Machado de Lima, todos residentes em Guajará Mirim – Rondônia, são na verdade donas da empresa Navegação Machado;

Que descobriu depois que essas pessoas venderam as cotas para Olívio Moacir Padilha, que também não pagou as ditas cotas;

Que essas informações foram obtidas juntas a D. Cila, esposa do Sr. Atílio Machado de Lima, em conversa telefônica, tendo ligado para a mesma, no telefone 0xx69 – 5413961 e junta a D. Olga Dutra de Lima, no telefone 0xx69 541-2647;

Que essas pessoas informaram que nunca assinaram essa procuração;

Que após receber a procuração o depoente e o seu genitor ficaram mais tranquilos e entregaram todo o controle da firma ao Sr. Ulisses, que por sua vez abriu ao Sr. Olívio Moacir Padilha, grande crédito, dando ao mesmo inúmeros carros, que o Sr. Olívio dizia que serviriam para presentear quem o ajudasse no Ministério dos Transportes e no DNER, para liberação do dinheiro;

Que o Sr. Ulisses deu carros da firma Nova Agência inclusive para o próprio irmão Hudson Ferreira Leite, que na época era vereador em Santa Cruz/GO e tinha ligações políticas com o PMDB;

Que no início de 1998, Ulisses lhe apresentou Olívio Moacir Padilha, chamando-o de grande empresário de José Bonifácio, cidade de São Paulo;

Que Olívio adquiriu uma caminhonete, uma Ford Ranger importada, por cerca de R$ 18.000,00, tendo pago à vista;

Que a partir dessa época Olívio Moacir Padilha ia diariamente à firma Nova Agência de Automóveis;

Que Olívio e Ulisses ficavam trancados na sala confabulando; Que Olívio Moacir Padilha lhe entregou um documento, firmado por Olívio Moacir Padilha, onde o mesmo consta como representante da firma Navegação Guajará Ltda;

Que nesse documento consta que do crédito da firma Navegação Guajará, R$ 185.000,00 ficaria para o Sr. Olívio Moacir Padilha e o restante, a quantia recebida a maior até o limite do crédito, ficaria 50% para Olívio Moacir Padilha e 50% para a Nova Agência de Automóveis Ltda;

Que o depoente, que não entendia nada de precatório, foi até ao DNER, no final de 1998, para checar a veracidade da declaração e que realmente existia o Procedimento n.º 51100.002164/98-52, referente a firma Navegação Guajará Ltda, conforme DOC. 03;

Que recebido pela a secretária da Sr. Maurício Hasenclever, D. Zaida, a mesma pesquisou no computador e confirmou o crédito da Navegação Guajará e que o processo se encontrava na contabilidade;

Que em julho/1998, mais ou menos, o Sr. Olívio Moacir Padilha recebeu o crédito destinado à firma Navegação Machado Ltda e praticamente tornou-se sócio de fato da firma Nova Agência, dado que pegava grande volumes de carros com créditos ilimitados dados por Ulisses;

Revista Consultor Jurídico, 18 de fevereiro de 2002, 18h14

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