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Terça-feira, 17 de dezembro.

Primeira Leitura: escolha para o BC repercute positivamente.

Todos os homens...

As escolhas do ex-banqueiro e deputado eleito tucano Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central e do empresário Luiz Fernando Furlan para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior repercutiram positivamente no mercado segunda-feira.

...do presidente

A semana abriu com forte queda dos principais indicadores: o dólar recuou 3,74%, para R$ 3,60; o risco do país estava em 1.486 pontos no fim da tarde, com queda de 4,62%, mais baixo em seis meses; o C-bond, principal título da dívida brasileira, era cotado a 64,12% do valor de face, com alta de 2,69%.

O retorno

Uma forte entrada de recursos externos, resultado de captações bem-sucedidas de bancos, também influenciou as cotações. Segundo o mercado, Bradesco e Itaú captaram cerca de US$ 350 milhões, que começam a entrar no país agora e aumentam a oferta de dólares. O que não deixa de ser um bom indício sobre a volta do crédito externo.

Expectativa

Os índices apontam que, à diferença do que dizia o PT, as expectativas negativas em relação ao governo Lula - que agora vão se dissipando - interferiam, sim, no comportamento dos mercados.

Indício

Não custa notar que aumenta a confiança do mercado no futuro governo Lula à medida que cresce o risco de um confronto interno no PT, protagonizado pelas alas de extrema esquerda do partido, que não aceitam a guinada conservadora do futuro governo.

Dois pontos

A maioria dos analistas aposta que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevará a taxa básica de juros, a taxa-Selic, dos atuais 22% ao ano para 24% na reunião que começa hoje e termina amanhã.

Perspectiva...

O mercado aponta a expectativa de alta da inflação em 2003 como motivo principal para a elevação dos juros. De acordo com o boletim Focus, do Banco Central, as instituições financeiras elevaram de 10,83% para 11% a estimativa do IPCA para o ano que vem.

...de alta

O IGP-M, índice de inflação utilizado para corrigir contratos e tarifas e medido pela FGV, ficou em 3,26% na segunda prévia de dezembro, mais que os 2,61% da primeira prévia, mas menos do que os 3,86% do mesmo período de novembro. Os preços no atacado, que têm peso de 60% na formação do IGP-M, subiram 3,69%.

Boa notícia?

Apesar de alto, o índice ficou abaixo das expectativas dos analistas, que esperavam algo entre 3,65% e 4,10%.

Equívoco

Reportagem do jornal britânico Financial Times afirma que a inflação no Brasil está se tornando um problema maior que o risco de uma moratória da dívida pública e que os analistas "que consideravam a hipótese de default podem estar equivocados".

Assim falou...Lula

"Se eu ganhei a eleição, é porque a coisa é honesta, o sistema é limpo."

Do presidente eleito, depois da cerimônia de diplomação, em um elogio ao presidente do TSE, Nelson Jobim, o mesmo que os petistas criticaram duramente durante a campanha, por ser amigo pessoal do candidato tucano, José Serra. Cabe perguntar: o único resultado que indica lisura do processo é a vitória petista? Se Serra tivesse ganho, seria prova irrefutável de fraude?

Tudo é história

No almoço depois da diplomação, no famoso restaurante Piantella, de Brasília, Lula pediu poire, licor de pêra, bebida favorita do já lendário Ulysses Guimarães, que tinha mesa cativa no mesmo restaurante. O presidente eleito levantou um brinde "ao Dr. Ulysses, um dos maiores democratas do país".

Em 1989, quando concorreu à Presidência pela primeira vez, Lula rejeitou o apoio do Dr. Ulysses. Aliás, seu partido, o PT, se recusou a homologar a Constituição que o "Sr. Diretas" comandara. Naqueles tempos não havia papo com os assim-chamados partidos burgueses.

O Lula que reverencia Ulysses não é e nem pode ser o mesmo que se comove com a bobagem dita sobre a lisura do resultado eleitoral. Ao se referir a Ulysses, faz justiça, ainda que tardia (e põe tarde nisso!). Ao opinar sobre a legitimidade do pleito, expõe uma concepção autoritária de poder. Um Lula merece aplausos. O outro, críticas.

Revista Consultor Jurídico, 17 de dezembro de 2002, 10h43

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