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Previsão preocupante

Brasil permanece na incômoda liderança dos crimes digitais em 2003

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Em 2003, o Brasil continuará sendo a capital e o principal exportador mundial de atividades ligadas a ataques digitais. Esta é uma das dez previsões que a consultoria de segurança britânica mi2g faz para o ano que vem.

De acordo com a empresa, os grupos brasileiros podem passar a colaborar com grupos anticapitalistas e fundamentalistas de outros países. A empresa estima que, em 2001 e 2002, os principais grupos ligados ao hacking foram brasileiros e europeus-orientais, seguidos por grupos pró-islâmicos e anticapitalistas.

A mi2g também afirma que o leste europeu vai continuar sendo o centro de criação de vírus e códigos maléficos, ao lado de ataques mais sofisticados planejados por sindicatos organizados com o fim de promover fraudes financanceiras e roubo e venda de números de cartões de crédito.

Os conflitos geopolíticos serão o principal propulsor dos conflitos no ciberespaço, a exemplo do que já se observa hoje, prevê a companhia. Ao mesmo tempo, as manisfestações cibernéticas servirão como um barômetro das tensões globais. De modo geral, as ameaças representadas por crackers, vírus, worms e outras formas de códigos maléficos continuarão a crescer. Veja algumas das outras previsões apresentadas pela companhia:

1 - Os ataques digitais visíveis bem-sucedidos - em oposição aos golpes, tentativas e ataques invisíveis - devem seguir a tendência de crescimento, embora de maneira mais lenta. Estima-se entre 120 mil e 140 mil ataques desse tipo para 2003. Os ataques mistos - ataques físicos em sincronia com ataques digitais - podem se materializar nos próximos dois anos. A quantidade de vírus lançados em 2003 tende a ser menor, mas alguns poucos vírus causarão grandes estragos. Em 2002, os vírus mais ativos e que mais provocaram prejuízos foram o Klez.H, Klez.E e Bugbear.

2 - Se a guerra contra o Iraque realmente acontecer em 2003, os Estados Unidos continuarão sendo o principal alvo de ataques digitais, seguidos pelos países membros da Otan e seus aliados. A mi2g acredita que os EUA podem sofrer entre 40 mil e 50 mil ataques bem-sucedidos no próximo ano. Em 2002, este número foi de pouco mais de 28 mil. Os outros países mais atacados foram, pela ordem: Brasil, Reino Unido, Alemanha, Itália, Canadá, França, Dinamarca e Austrália.

3 - Haverá uma crescente união entre grupos fundamentalistas e anticapitalistas contra interesses do países ocientais. Os conflitos entre Israel e Palestina, a guerra contra o terrorismo patrocinada pelos EUA e pelo Reino Unido, e a luta pela região da Caxemira travada entre a Índia e o Paquistão continuarão sendo motivos para aproximar os hacktivistas, com destaque para os grupos da Europa Oriental, Ásia Central, Indonésia e Malásia.

4 - A proliferação da banda larga e das conexões 24/7 (24 horas por dia, 7 dias por semana) resultarão em mais ataques de crackers e vírus a usuários domésticos e pequenas e médias entidades. Estes mesmos usuários poderão se tornar alvos de ataques de negação de serviço, tipicamente mais dirigidos a grandes sites até agora. O roubo de identidade, números de cartões de crédito e dados pessoais, bem como a pirataria de software, irão crescer em 2003.

5 - 2003 verá a ascensão das soluções de segurança utilizadas por provedores, partindo das abordagens tradicionais para modelos mais completos de acesso de banda larga, serviços de e-mails e hospedagem de páginas, incluindo filtro de spam, detecção instantânea de vírus, firewall e sistemas mais sofisticados de autenticação e detecção de intrusos.

 é jornalista e responsável pelo site sobre segurança e privacidade InfoGuerra.

Revista Consultor Jurídico, 17 de dezembro de 2002, 4h15

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