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Informação a ONU

ONG envia dossiê sobre venda de fugas de detentos para ONU

A ONG Justiça Global anunciou nesta segunda-feira (16/12) que deve remeter à Organização das Nações Unidas (ONU) dossiê sobre irregularidades no complexo penitenciário de Franco da Rocha (a 50 km a leste da capital paulista) ainda esta semana.

As denúncias incluem venda de fugas, venda da direção e controle de presos na Penitenciária de Franco da Rocha, criação de cemitério de presos, tortura e morte de internos.

As denúncias surgiram da Ação Cristã para Abolição da Tortura no Brasil, que por sua vez recebeu o teor das acusações em cartas e fitas-cassete, remetidas por detentos do complexo.

"Já encaminhamos esse material ao secretário da Administração Penitenciária, dr. Nagashi, ao Ministério Público e ao Ministério da Justiça", disse a consultora Isabel Peres, presidenta da Ação Cristã para Abolição da Tortura no Brasil.

Segundo ela, no dia 17 de outubro o detento Alexandro Francisco Alves foi submetido a uma sessão de tortura e morreu, em 19 de outubro.

Sustenta ela que funcionários da Penitenciária de Franco da Rocha, segundo os detentos, estariam vendendo fugas a R$ 500 mil -e teriam "alugado" o controle da prisão por igual soma. As negociações teriam sido feitas com duas facções criminosas: o PCC, Primeiro Comando da Capital, e o Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade.

Revista Consultor Jurídico, 16 de dezembro de 2002, 18h23

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