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Sexta-feira, 13 de dezembro.

Primeira Leitura: escolha de presidente do BC divide opiniões.

O núcleo do governo Lula

Agora é oficial. O presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva, confirmou o deputado federal José Dirceu (PT-SP) como o futuro ministro-chefe da Casa Civil e reafirmou que Antônio Palocci vai ocupar pasta da Fazenda. Depois de muitas idas e vindas, saiu também o nome do presidente do Banco Central: será Henrique Meirelles, ex-presidente do banco FleetBoston e deputado federal eleito pelo PSDB em Goiás, cargo ao qual terá de renunciar.

Mercado reage

O dólar, que chegou a cair muito pela manhã, subiu logo depois da confirmação do nome de Meirelles, no início da tarde. Fechou em alta de 0,39%. Investidores mostraram ter restrições ao perfil do escolhido para o BC, considerado "mais político e menos técnico".

Wall Street dividida

Em Wall Street, as opiniões se dividiram: alguns bancos apontavam a falta de experiência de Meirelles na prática do mercado e em matéria de política monetária, outros se disseram satisfeitos com a escolha pelo fato de ele ter trânsito no sistema financeiro internacional.

Fiesp no ministério

Em almoço de fim de ano na Fiesp, o presidente da entidade, Horacio Lafer Piva, confirmou que Luiz Fernando Furlan, seu segundo vice, havia aceitado o convite para ocupar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

Competência política

A divulgação do núcleo principal do governo Lula encerra uma primeira fase daquela que já pode começar a ser chamada de "a experiência petista de poder". E há de se reconhecer: o PT foi aprovado com méritos em todos os embates políticos a que foi submetido até aqui.

E na economia?

Na verdade, o rigor obriga a que se constatem dois fenômenos, em si mesmos contraditórios, mas que andam juntos: quanto mais inconsistente ou incerto for o programa econômico do partido, mais competência política lhe será exigida.

Expectativas

O empresariado industrial paulista está otimista em relação ao futuro governo. Pesquisa da FGV divulgada pela Fiesp mostra que 77% dos entrevistados acreditam que a administração de Lula será boa ou ótima. Mas 51% dizem que é alta ou muito alta a chance de um descontrole inflacionário.

Fim do malanismo

Em seu discurso, o presidente da Fiesp disse esperar assistir a "uma reviravolta no papel que a indústria desempenha no desenvolvimento do país" e o fim dos "pesadelos monetaristas" e das "ilusões financeiras" que, segundo Lafer Piva, vigoraram até agora.

Em câmera lenta

O representante do FMI no Brasil, Rogerio Zandamela, disse que o "restabelecimento da confiança dos investidores será lento, independentemente do que [o Brasil] faça, devido à situação desfavorável a investimentos arriscados". Segundo ele, os nove primeiros meses de 2003 serão muito difíceis, e dólar deve ficar em torno de R$ 3,50.

Festança

A festa da posse de Lula vai custar R$ 1,5 milhão, verba bancada pelo PT, e deve reunir 150 mil pessoas, segundo os organizadores Duda Mendonça e Silvio Pereira. Zezé di Camargo e Luciano, Chico Buarque e Gilberto Gil vão se apresentar na Esplanada dos Ministérios. Lula vai fazer discurso e desfilar em carro aberto

Assim falou...Lula

"Minha situação é a mais confortável aqui. Eu falo e não respondo a perguntas. Isso é uma coisa importante porque quanto menos eu falar, mais o dólar cai."

Do presidente eleito, explicando por que não se demoraria na entrevista concedida para anunciar Henrique Meirelles no BC e José Dirceu na Casa Civil.

Tudo é história

Depois de conseguir prorrogar as alíquotas de 27,5% do Imposto de Renda e de 9% da Contribuição Social do Lucro Líquido, a Câmara aprovou o aumento da Cide, tributo sobre os combustíveis, de R$ 0,5 para R$ 0,86 por litro de gasolina. O presidente do PSDB, deputado José Aníbal (SP), não se conteve.

"O PT fez a sua noite da derrama", disse, referindo-se a uma das causas da Inconfidência Mineira, no século 18. A derrama era cobrança violenta da diferença entre o imposto arrecadado das ricas famílias mineiras e o exigido pela Coroa portuguesa. Os cobradores tinham permissão para invadir casas e confiscar objetos de valor.

Revista Consultor Jurídico, 13 de dezembro de 2002, 9h49

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