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Quinta-feira, 12 de dezembro.

Primeira Leitura: novo presidente do BC terá um perfil ortodoxo.

Ao gosto do mercado

O futuro ministro da Fazenda, Antônio Palocci, confirmou que o novo presidente do Banco Central terá um perfil ortodoxo. Em Nova York, onde se reuniu com banqueiros, Palocci informou ainda que o escolhido já aceitou a incumbência, mas não revelou o nome. Ele disse o que o mercado queria ouvir: quem assumir o BC "fará o que será preciso num ano de restrições". Ou seja, imporá sacrifícios, se necessário, para manter a estabilidade.

Nomes

Uma fonte petista em Brasília dava como certa a indicação de José Júlio Senna, sócio-diretor da MCM consultores, e informava que Pedro Bodin, o mais cotado pela manhã, também irá para o governo, mas para outro cargo. No mercado, porém, acreditava-se que o escolhido será Murilo Portugal, ex-secretário do Tesouro no governo FHC.

Conversão da CUT

Outra notícia que agradou ao mercado: o presidente da CUT, João Felício, declarou ser pessoalmente favorável à idéia de que os servidores públicos aposentados que ganhem mais de 20 salários mínimos contribuam para a Previdência. A central sempre foi contrária a essa possibilidade. E dirigentes da CUT e de mais cinco centrais sindicais rejeitaram a reindexação de salários.

Reação positiva

O dólar fechou em queda de 0,78%, a R$ 3,77. A taxa de risco do Brasil, às 18h, estava em queda de 3,11%, a 1.588 pontos.

Esperança

Seis em cada dez brasileiros esperam que a situação do país esteja melhor do que a atual já nos primeiros seis meses do governo Lula, segundo pesquisa CNI/Ibope. Apenas 10% dos entrevistados esperam alguma deterioração em relação ao que vivem hoje.

Otimismo

Os mais otimistas estão entre os que recebem até um salário mínimo (69% têm uma expectativa positiva), os jovens de 16 a 24 anos (67%) e os que têm menos escolaridade, até a 4ª série do ensino fundamental (64%).

O peso da expectativa

A maioria dos entrevistados (43%) acredita que a principal tarefa do próximo governo é promover o crescimento e o emprego, algo que o próprio PT já admitiu como improvável.

Lula, o diplomata

A pedido do presidente americano, George W. Bush, Luiz Inácio Lula da Silva ligou para o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para pedir-lhe que busque uma solução "pacífica e democrática" para a crise que paralisa aquele país. O presidente eleito também ofereceu ajuda a Chávez e o convidou para sua posse, no dia 1º de janeiro.

Que ato falho?

Mais de um veículo informou que Lula "deixou escapar", em Washington, a confirmação de que Antônio Palocci vai ocupar a pasta da Fazenda e Marina Silva a do Meio Ambiente. Bobagem: Lula anunciou Marina para que as ONGs mundo afora batessem seu bumbo politicamente correto. Ela foi entronizada em homenagem aos povos da floresta, e Palocci, em deferência aos povos de Wall Street.

Assim falou... Antônio Palocci

"Nós queremos inflação baixa. E para ter inflação baixa é preciso fazer tudo o que for necessário fazer. E tudo é tudo."

Do futuro ministro da Fazenda, ao responder se aumentaria os juros para combater a inflação. Palocci acrescentou que não é ele quem decide sobre a taxa, mas o Banco Central. Deixou claro, porém, que o BC fará o que tiver de fazer.

Tudo é história

A proximidade com o poder central é mesmo transformadora. Todas as vezes que o governo de Fernando Henrique Cardoso tentou aprovar a cobrança previdenciária dos funcionários públicos inativos, a CUT se manifestou contra. Foi assim em 1999, quando o governo conseguiu aprovar a medida no Congresso, mas entidades como a OAB, com o apoio político da central, conseguiram derrubar a decisão no Supremo Tribunal Federal com o argumento de que a mudança teria de ser feita na Constituição.

Em seguida, o governo enviou uma proposta de emenda constitucional, que foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça ainda em novembro de 1999. Mas, diante da resistência de vários parlamentares, inclusive a maioria dos petistas, a tramitação da emenda foi paralisada.

Revista Consultor Jurídico, 12 de dezembro de 2002, 10h12

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