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Quarta-feira, 11 de dezembro.

Primeira Leitura: Lula disse ter a melhor impressão de Bush.

Sonho meu

Lula saiu da Casa Branca dizendo ter tido "a melhor impressão possível" de George W. Bush. Anunciou também que o colega americano apóia o programa brasileiro de combate à fome. E disse que "as relações brasileiras com o mundo têm de ser mais ousadas".

Realidade

A alguns milhares de quilômetros dali, no Brasil, os investidores exigiam - e conseguiam - a garantia do BC de uma taxa de juros de 37,71% ao ano em contratos de swap cambial com vencimento em abril. Além dos juros, o Tesouro se obriga, no resgate dos papéis, a pagar ainda a variação do dólar do período.

Inócuo

Mesmo com essa rolagem, que corresponde a 66% da dívida que vence nesta semana e vinha pressionando os indicadores financeiros, o dólar fechou novamente em alta nesta terça, cotado a R$ 3,80 (+0,52%).

Metáfora

Logo depois do encontro, em entrevista no Clube Nacional de Imprensa, em Washington, Lula, confirmou Antônio Palocci, coordenador da equipe de transição e ex-prefeito de Ribeirão Preto, como ministro da Fazenda, e a senadora Marina Silva (PT-AC) na pasta do Meio Ambiente. "Sabendo que a economia do Brasil é um caso de terapia intensiva, eu nomeei um médico para ministro da Fazenda", afirmou Lula.

Esquerda

Antes de fechar a lista de nomes, Lula terá de lidar com problemas com os aliados, que aumentaram depois que o PT cedeu à pressão e aceitou dar dois ministérios para o PMDB. Parlamentares petistas devem encaminhar ao futuro ministro da Casa Civil, José Dirceu, um abaixo-assinado contra a permanência do PMDB na pasta dos Transportes.

Incoerência

Durante todo o governo Fernando Henrique Cardoso, o Ministério dos Transportes ficou sob comando do PMDB e foi foco de inúmeras denúncias. Algumas delas encorpavam a proposta de uma mega-CPI da Corrupção, defendida pelo PT em 2001, e da lista de 45 denúncias de corrupção distribuída pelo partido bem no início da campanha eleitoral.

Perguntinha

O que diria o PT se FHC tivesse anunciado seu ministro da Fazenda durante uma viagem a Washington?

Dois dígitos

O IGP-DI de novembro ficou em 5,84%, a maior taxa desde julho de 1994, segundo informou a FGV. Em outubro, a taxa havia sido de 4,21%. Os preços no atacado subiram 7,45%, enquanto os do varejo, 3,14%. O núcleo da inflação, de 1,46%, é o maior da série, iniciada em janeiro de 1999.

Duas dezenas

No ano, até novembro, o IGP-DI atinge 23,09%. O Índice de Preços de Varejo, da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio), já atinge 22,54%, e deve fechar o ano nos 25%.

Consolo?

Apesar dos números, o economista Salomão Quadros, da FGV, vê um dado positivo: "O salto da inflação no mês não é generalizado, houve um isolamento dos grandes focos de aumento", explica.

Assim falou...Itamar Franco

"O palácio é povoado por espíritos, mas eles expandem energia positiva e, de modo geral, contribuem para o bom estado de ânimo dos governadores, particularmente na defesa dos interesses de Minas."

Do governador de Minas, afirmando, em tom sério, que "legiões" de fantasmas estão morando no Palácio da Liberdade.

Estava escrito

Um desavisado poderia pensar que quem discursou nesta terça no Clube Nacional de Imprensa dos EUA foi FHC e não Lula. Não é apenas porque ambos estão nos EUA ao mesmo tempo. Mas porque Lula, mais uma vez, tomou para si a agenda do atual presidente. "O Conselho de Segurança da ONU, em especial, deve ser reformado para manter e aumentar a sua legitimidade. Não faz sentido que entre os seus membros permanentes não estejam representantes da América do Sul e da África. Podem estar certos de que, no caso de uma reforma, o Brasil estará pronto a assumir novas responsabilidades", afirmou o presidente eleito. Em 2001, em dois discursos que se tornaram célebres, FHC defendeu exatamente a mesma coisa, primeiro na Assembléia Nacional da França e depois no plenário da ONU.

"O Brasil reclama a ampliação do Conselho de Segurança e considera ato de bom senso a inclusão, na categoria de membros permanentes, daqueles países em desenvolvimento com credenciais para exercer as responsabilidades que a eles impõe o mundo", disse FHC, na ONU.

Revista Consultor Jurídico, 11 de dezembro de 2002, 10h49

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