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Fim de relacionamento

Promotor preso pela morte da mulher deve ficar em quartel da PM

O promotor João Luis Portolan Galvão Municcelli Trochmann foi preso em flagrante, em Valinhos, na região noroeste de São Paulo. Motivo: tentativa de assassinato da mulher, a advogada Erika May Trochmann.

A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo irá pedir que o promotor fique preso em sala especial do regimento de cavalaria da Polícia Militar até o final do processo. Luiz Antônio Guimarães Marrey, procurador-geral de São Paulo é responsável por comandar as investigações do caso. Ele designou dois promotores da região para acompanhar as investigações da polícia.

A mulher do promotor foi atingida por um tiro no pescoço e foi internada no Hospital Municipal Mário Gatti, em Campinas.

Ele atua em São Paulo e morava com a mulher em Valinhos. A prisão ocorreu na Santa Casa de Valinhos, para onde Trochmann levou Erika. Ele disse aos médicos que sua casa, no bairro Vale Verde, havia sido invadida por assaltantes. Afirmou que tentou reagir e que os bandidos atiraram e fugiram.

Erika, porém, estava consciente e revelou que o autor dos disparos foi o marido, que tentou matá-la. O casal está em processo de separação e não tem filhos. Com Trochmann, foi apreendido um revólver calibre 38 com capacidade para cinco balas - três delas deflagradas.

O carro em que ele levou a mulher para o hospital, um Megane branco, também foi apreendido. Erika recebeu os primeiros socorros em Valinhos e foi transferida para o Hospital Mário Gatti.

O promotor apresentava ferimentos na mão, que estava enfaixada. Segundo a polícia, o ferimento foi provocado por um tiro.

A advogada Tereza Doro, que o acompanhou, informou apenas que ele não havia feito nenhuma declaração e estava em estado de choque. Antes de entrar na viatura, o promotor fumou um cigarro e ouviu de sua advogada que "tudo ia se resolver".

O Boletim de Ocorrência foi lavrado pelo delegado titular de Valinhos, Humberto Parro Neto.

Trochmann é professor da Universidade Paulista de Campinas e de uma faculdade em Espírito Santo do Pinhal. Estava em seu terceiro casamento. Tem apenas dois filhos, com a primeira mulher. Segundo a polícia, o promotor deve ser julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Com informações de O Estado de S. Paulo

Revista Consultor Jurídico, 9 de dezembro de 2002, 10h31

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