Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Pena máxima

Farmacêutico é condenado por adulterar remédios contra câncer

O farmacêutico norte-americano Robert Courtney foi condenado a 30 anos de prisão por adulterar remédios quimioterápicos usados por vítimas de câncer. O juiz distrital de Kansas City, Ortrie Smith, decretou pena máxima a Courtney, que assumiu ter diluído medicamentos destinados a salvar a vida de milhares de pacientes.

A defesa pediu que Courtney cumprisse pena de 17 anos e meio. Se ele fosse a julgamento, poderia ter de encarar 196 anos de prisão. A sentença a que ele foi condenado não permite que parte da pena seja cumprida em liberdade condicional.

Depois das investigações que levaram à prisão de Courtney, em agosto de 2001, o caso chamou a atenção do mundo e o governo norte-americano empenhou-se em regular o trabalho dos farmacêuticos de maneira mais rígida.

O farmacêutico admitiu adulterar remédios há quase uma década, para aumentar seus lucros. Ele disse às autoridades que doou a sua igreja parte dos lucros da adulteração. Estima-se que o esquema pode ter afetado 4.200 pacientes, incluindo uma mulher, que morreu pouco antes da prisão de Courtney. Ela morreu porque o tratamento foi ineficaz no combate a seu câncer.

Em outubro, um júri de Jackson County determinou o pagamento de indenização em US$ 225 milhões para uma vítima de câncer de ovário, Georgia Hayes. O mesmo júri decidiu que outras vítimas de Courtney deveriam receber indenizações no valor total de US$ 2 bilhões.

Fonte: Agência Reuters

Revista Consultor Jurídico, 6 de dezembro de 2002, 17h17

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 14/12/2002.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.