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Quarta-feira, 4 de dezembro.

Primeira Leitura: presidente do BC será anunciado até quinta.

Concentração petista

O presidente eleito, Luís Inácio Lula da Silva, deve indicar formalmente, entre hoje e amanhã, pelo menos três ministros e o presidente do Banco Central. O número de petistas no primeiro escalão deve ser superior a dez, segundo Primeira Leitura apurou. Além disso, Lula terá um núcleo de assessores no Planalto vinculados ao partido, como Luiz Gushiken e Gilberto Carvalho.

Linha de frente

Os primeiros ministros a ser anunciados devem ser o presidente do PT, José Dirceu (SP), que deve ocupar a Casa Civil, o coordenador da transição, Antônio Palocci, que deve ir para a Fazenda, e o ex-governador do Distrito Federal Cristovam Buarque, que deve assumir o Ministério da Educação.

Sigilo

O PT mantém em segredo os nomes cotados para o BC, mas líderes petistas confirmaram a aliados que será uma pessoa de fora do partido. O restante do ministério deverá ser indicado por Lula no dia 9, e o partido estuda fazer uma solenidade formal de apresentação dos escolhidos, provavelmente em São Paulo.

Inquietos

Os partidos aliados aumentam a pressão para saber ao menos a cota a que terão direito no futuro governo. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto (SP), reclamou da proposta petista de que as nomeações de escalões inferiores sejam centralizadas pelo PT, o que esvaziaria o poder dos ministros.

Necessidade

O governo petista poderá redefinir as metas de inflação da economia para 2003. A afirmação foi do coordenador da equipe de transição, Antônio Palocci, logo depois de se reunir com o ministro da Fazenda, Pedro Malan. "Isso pode ser discutido no final deste ano ou no ano que vem."

Vontades

A meta de inflação para 2003 é de 6,5%; o mercado trabalha com uma projeção de mais de 10%. Palocci reafirmou que o objetivo do próximo governo é sempre mirar em uma meta menor, resgatando o que havia dito a empresários, na segunda, em São Paulo, quando afirmou que o combate à inflação será "a prioridade das prioridades".

Discurso ortodoxo

Palocci voltou a garantir que o PT não vai utilizar mecanismos heterodoxos como o congelamento de preços, o tabelamento ou mesmo o controle de exportações. "Queremos trabalhar com a liberdade de mercado. O mercado e a economia devem se regular", disse. E acrescentou: "As exportações estão dando um sinal positivo. Não criaremos nenhum constrangimento para as exportações".

Sem indexação

Depois de apontar o dólar como único fator inflacionário existente, Palocci afirmou que "o superávit comercial não é só resultado de mudança cambial. É energia efetiva do setor industrial e agroindustrial brasileiro". O virtual ministro da área econômica descartou qualquer possibilidade de volta da indexação. "É possível atuar para reduzir o peso inflacionário. Não pode é voltar a indexação de preços e salários, senão a inflação se perpetua."

Para o alto

Depois de declarar o que o PT não vai fazer, indagado sobre a possibilidade de o novo presidente do Banco Central ter de elevar os juros, Palocci preferiu dizer que o escolhido para a presidência do BC "será alguém com coragem para fazer o que tiver que ser feito".

Assim falou...Lula

"Não há democracia política que resista a tão dramática diferença social."

Do presidente eleito, em discurso no Chile, vinculando a sobrevivência da democracia brasileira ao combate à desigualdade de renda no país.

Ironias da história

O virtual czar da área econômica na administração petista, Antônio Palocci, descartou a possibilidade de o próximo governo concordar com a proposta do secretário-geral da Cepal, José Antonio Ocampo, de que os países latino-americanos proponham a criação de um mecanismo multilateral de renegociação da dívida externa.

"Isso está fora da nossa pauta." A dívida externa sempre foi questionada pela esquerda latino-americana. Mesmo o PT, inicialmente, defendia a moratória.

Revista Consultor Jurídico, 4 de dezembro de 2002, 9h28

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