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2 dezembro 2002
Pratos limpos
Presidente do TJ-MT quer apuração de denúncia veiculada na TV
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Leônidas Duarte Monteiro, disse, nesta segunda-feira (2/12), que está preocupado com notícia veiculada no domingo (1/12) no programa Fantástico, da Rede Globo. O programa denunciou o suposto envolvimento de integrantes do Poder Judiciário com o crime organizado no Estado. O desembargador quer a imediata apuração dos fatos e ir, ainda esta semana, a Brasília para tratar do assunto.
Monteiro disse que a notícia não foi precisa tanto quanto deveria como em casos de denúncias. Mas, ainda assim, "traduz uma importante contribuição para que aqueles que, eventualmente, tenham cometido algum deslize, venham a ser, efetivamente, responsabilizados". Mas, é preciso ir além.
Ele disse que a identificação dos envolvidos é prévia e se faz necessária para uma ação mais conseqüente."Precisamos de dados, fatos que possam esclarecer, adequadamente, o que quer que tenha ocorrido", disse.
Segundo o desembargador, não cabe ao Poder Judiciário o trabalho de apuração, mas de julgamento. O presidente do TJMT disse que é preciso empenho em buscar informações que possam esclarecer os fatos, com a correta identificação de eventuais envolvidos, "para que possam ser responsabilizados".
Para tanto, na quinta-feira (5/12), o desembargador Leônidas Duarte Monteiro levará a preocupação dos integrantes do Poder Judiciário mato-grossense ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Marco Aurélio de Melo; presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Nilson Naves; e procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro. Ele estará acompanhado do procurador-geral de Justiça, Guiomar Teodoro Borges, e do presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados, desembargador Ernani Vieira de Souza.
Uma visita à Abin - Agência Brasileira de Inteligência, não está descartada. "Queremos fatos e nomes, e se a Abin os tem, como divulgou a notícia, queremos conhecê-los para tomar as providências cabíveis".
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Revista Consultor Jurídico, 2 de dezembro de 2002
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