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1 dezembro 2002
Visão microscópica
Brasil Visto do Espaço antecipa o fim dos mapas desenhados
Já é possível observar claramente a real situação de 100% do território nacional, ou seja, 8.547.403,5 km2, através de sua imagem real e não de mapas, que são sujeitos a interpretações e erros.
O projeto Brasil Visto do Espaço, da Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), pretende fazer com que as imagens de satélite se tornem ferramentas cada vez mais públicas e democráticas, antecipando a aposentadoria do velho globo terrestre desenhado.
A Embrapa Monitoramento por Satélite gerou mosaicos inéditos a partir de imagens recentes dos satélites Landsat 5 e 7, que permitem a visualização da situação de cada um dos Estados brasileiros.
Quebra-cabeças
Além das dificuldades de aquisição, georreferenciamento e mosaicagem das imagens de satélite, o projeto exigiu um grande esforço na criação de uma interface de navegação "amigável", capaz de rodar em qualquer tipo de computador, com os mesmos programas de navegação utilizados para a Internet.
Alguns estados deram muito trabalho devido à cobertura constante de nuvens, como no litoral do Nordeste ou na serra onde está o Pico da Neblina, no Amazonas. O Amapá exigiu o dobro do empenho no processo de colagem eletrônica de pedacinhos de imagem sem nuvens, um verdadeiro quebra-cabeças de datas diferentes, sempre buscando a maior atualização possível.
Uma vez resolvido esse quebra-cabeças, entretanto, o mosaico se tornou uma ferramenta de fácil leitura. Através de aproximações sucessivas, qualquer um pode procurar sua cidade ou saber que tipo de forças econômicas modificam sua vizinhança.
Democratização da informação
Conhecer o Brasil dessa forma seria impensável há alguns anos, quando o preço e o tamanho das imagens de satélite tornavam seu uso restrito. Hoje os processos de tratamento das imagens estão mais automatizados, mais rápidos, baratos e compatíveis com os computadores pessoais.
Segundo a Embrapa, colaborar na democratização da informação científica e em sua aplicabilidade nas comunidades locais, sociedade organizada, ongs, institutos de ensino e pesquisa é o melhor caminho para aumentar a sustentabilidade da agricultura brasileira e a preservação ambiental.
Revista Consultor Jurídico, 1º de dezembro de 2002
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