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Quinta-feira, 29 de agosto.

Primeira Leitura: José Serra tirou de Ciro Gomes o eleitor-emoção.

Pesquisas, pesquisas, pesquisas...

A primeira série de pesquisas (Vox Populi, Ibope e Sensus), depois de uma semana de horário eleitoral, mostrou a tendência ditada pela campanha no rádio e na TV, mas está longe de dizer até onde os candidatos podem chegar — menos para Lula (PT), que, por enquanto, corre em raia própria, consolidado em primeiro. Algumas coisas já são sabidas, porém.

A queda de Ciro

A pesquisa Sensus, divulgada quarta-feira, confirmou a tendência apontada pelo Ibope e pelo Vox Populi: Ciro (PPS) está em queda. Passou de 28,6% para 25,5%. O Sensus não registrou, porém, alta sensível de Serra (PSDB), que oscilou de 13,4% para 14,7%.

Audiência

Uma outra certeza pode se tirar das pesquisas: a metade do eleitorado, pelo menos, já parou para ver um ou mais programas na TV, o que dá uma audiência semelhante à do Jornal Nacional, entre 60 milhões e 65 milhões de telespectadores.

Eleitor-emoção

Outra afirmação que se pode fazer é que Serra tirou de Ciro o "eleitor-emoção", que ficou chocado com as maneiras destemperadas do candidato exploradas no programa do tucano. Esse eleitor se ofende e muda de opinião facilmente.

O indeciso

O eleitor considerado indeciso — na verdade, conscientemente indefinido — ainda está por ser conquistado. Este só se manifesta mais perto da eleição. Se conquistá-lo, Serra passa Ciro. Caso contrário, haverá uma disputa voto a voto pelo segundo lugar.

Reação

Para articular uma reação à queda de Ciro, os pefelistas Antonio Carlos Magalhães e Jorge Bornhausen reuniram-se com o candidato em São Paulo. O tucano Tasso Jereissati também estava na cidade. A arma nada secreta será Patrícia Pillar.

Descolado

Em entrevista ao Bom Dia Brasil, Serra insistiu na estratégia de se diferenciar de FHC. Disse que seu eventual governo será diferente e que sempre foi "crítico da sobrevalorização cambial" praticada no primeiro mandato do presidente.

Daí para baixo

O presidente do Banco Central, Armínio Fraga, disse a investidores nos EUA que o Brasil deve crescer apenas 1% neste ano, com variação de 0,25% para cima ou para baixo. Segundo analistas, é daí para baixo.

Ironia

No início do ano, Armínio e Pedro Malan, ministro da Fazenda, discutiam se o país iria crescer 5% em 2002 ou se 4% já estava bom. Em junho, o BC previa 2%.

Inflação

A ata da reunião do Comitê de Política Monetária do BC, divulgada quarta-feira, eleva a previsão de inflação no ano, de 5,8% para 6,4%, e lembra que os mercados financeiros globais permanecem voláteis e avessos a riscos.

E política

Se previu uma alta da inflação e, ainda assim, adotou um viés de baixa para a taxa básica de juros, o Copom tomou sua decisão mais com base na política: o compromisso dos presidenciáveis com o cumprimento das exigências feitas pelo FMI.

Assim falou...ACM

“Acho que ele deveria mudar o cenário do programa. Ele tem a Patrícia Pilar.”

Do ex-senador baiano sobre o que deveria mudar na campanha de TV de Ciro Gomes

>b>Tudo é história

O Tribunal Superior Eleitoral precisa agir com pressa e cuidado no julgamento da cassação da candidatura à reeleição do governador do Acre, Jorge Viana, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Estado. Não basta determinar se Viana pode ou não concorrer. Precisa também garantir a tranqüilidade do pleito.

A história recente do Acre é marcada pela violência política e pela corrupção. Em 1988, o líder sindical Chico Mendes foi assassinado. Quatro anos depois, foi a vez do então governador, Edmundo Pinto, morto em São Paulo. O antecessor de Viana, Orleir Cameli, tinha quatro CPFs. Por lá também agia o bando de Hildebrando Pascoal, o deputado que serrava o braço de seus opositores. Quinta-feira, a presidente do TRE pediu o envio de tropas federais para garantir a segurança da eleição — incluída a fase de campanha.

Revista Consultor Jurídico, 29 de agosto de 2002, 9h37

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