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Quarta-feira, 21 de agosto.

Primeira Leitura: governo tenta destravar o crédito externo.

Nova frente

Depois de fazer um movimento para retomar a iniciativa no campo político, ao receber os presidenciáveis no Planalto, FHC deflagra uma operação para destravar o crédito externo, com a ajuda do FMI e dos EUA.

Na segunda-feira, o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente do Banco Central, Armínio Fraga, estarão em Nova York para tentar convencer bancos estrangeiros de que, nas palavras de Armínio, “este é um bom momento para fazer negócios no Brasil”.

Patrono

Uma das reuniões das autoridades brasileiras, com banqueiros americanos, europeus e asiáticos, será na sede do Fed, o banco central dos EUA. O FMI pretende escalar um representante seu para acompanhar Malan e Armínio em outros contatos.

O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Enrique Iglesias, disse que o Fundo e o Banco Mundial pedirão “urgência” na retomada de linhas de crédito para empresas brasileiras.

Primeiros sinais

O Santander adiantou-se e anunciou terça-feira a liberação de US$ 600 milhões em linhas de crédito para o Brasil. O Export-Import Bank (Eximbank), agência de subsídios às exportações dos EUA, está avaliando a concessão de uma linha que pode chegar a US$ 2 bilhões, para ajudar empresas brasileiras a adquirir produtos americanos.

Missão de salvamento

Funcionários do governo Bush e do FMI tentam também convencer as agências de estímulo ao comércio exterior européias a adotar conduta similar à do Eximbank.

O mercado promete monitorar a operação, por considerá-la uma das mais importantes para a superação da crise. O dólar cedeu mais um pouco ontem, diante da ação internacional em curso para destravar o crédito para o Brasil: fechou a R$ 3,10 (-0,16%).

Riscando o chão

Na estréia da propaganda eleitoral no rádio e na TV, o tucano José Serra demarcou o terreno ideológico da disputa ao dizer que lutou pelas diretas “ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva”, mostrando imagem do petista.

Afilhado político

Ciro Gomes não falou em seu primeiro programa, no período da tarde. Os marqueteiros optaram por mostrar um apanhado de imagens antigas, mesclando uma biografia do candidato e o fato de ele estar conquistando apoios.

A ligação do candidato com o tucano Tasso Jereissati, ex-governador cearense e seu padrinho político, foi ressaltada.

Outros tempos

Depois de falar aos banqueiros na Febraban, Lula foi elogiado por Gabriel Jorge Ferreira, presidente da entidade do setor. “A impressão foi das melhores”, disse Ferreira. Segundo ele, Lula garantiu que “não faria loucuras” em um eventual governo.

Assim falou...Roberto Freire

“(Estou em) estado de choque.”

Do presidente nacional do PPS, sobre como reagiu à entrada do economista José Alexandre Scheinkman na equipe de seu candidato à Presidência, Ciro Gomes. “O problema não é comigo, não, é com o projeto político que Ciro formulou, lá atrás, contra o neoliberalismo”, disse Freire, para quem Scheinkman é um “Chicago boy do mercado”.

Ironias da história

Quando os historiadores, no futuro, tiverem de se debruçar sobre estes tempos, certamente vão de se deparar com uma realidade insólita: José Serra, o candidato herdeiro do establishment – aquele que representa, em tese, a continuidade do governo FHC –, não tem uma direita para chamar de sua.

Ciro Gomes (PPS), a esta altura já está claro, não apenas reúne a direita tradicional – ACM e lideranças de grotões menos cotados – como também, agora, se alia ao que resta vivo do Consenso de Washington na figura do economista José Alexandre Scheinkman.

Revista Consultor Jurídico, 21 de agosto de 2002, 9h22

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