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Terça-feira, 20 de agosto.

Primeira Leitura: mercado reagiu bem ao encontro de FHC e candidatos.

Transição inédita

O encontro de FHC com os candidatos à Presidência, segunda-feira, marcou o início de uma transição inédita e evidenciou que a disputa, conforme a revista Primeira Leitura noticiou em maio, está mesmo dividida em dois campos: centro-esquerda (Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e José Serra, do PSDB) e direita (Ciro Gomes, da Frente Trabalhista).

Lula: ações já

Depois do encontro, Lula divulgou nota em que reafirmou sua oposição à política econômica de FHC e propôs medidas imediatas: financiamento para empresas endividadas em dólar, articulação em prol de linhas de crédito, minirreforma tributária e ações contra abuso nos preços do gás e do pão.

Ciro: só depois

Ciro também leu uma nota em que afirmou ter pedido ao governo acesso aos documentos do acordo com o FMI para "estudá-los" e, então, dar sua posição. Comprometeu-se com a estabilidade, com o superávit fiscal de 3,75% do PIB e a cumprir contratos.

Serra: segurança

Serra deixou o encontro afirmando que o acordo "superou as expectativas", aumenta a segurança econômica e não implica sacrifícios adicionais para o país. O tucano também pediu ações para impedir que o preço do trigo suba com o dólar e leve o pão a ficar mais caro.

Reagiu bem

O mercado foi quase à euforia com o encontro entre FHC e os presidenciáveis e o anúncio de que Banco Central vai liberar US$ 2 bilhões em linhas de crédito para exportadores, além dos US$ 2,6 bilhões já prometidos pelo BNDES.

Mas nem tanto

A cotação do dólar chegou a cair a R$ 3,063, mas não se sustentou e fechou a R$ 3,105, com queda de 0,64%. No fim do dia os operadores ponderavam que os candidatos não apresentaram novidades — Ciro, por exemplo, não firmou posição sobre o acordo com o FMI.

Scheinkman

A entrada do economista conservador José Alexandre Scheinkman na equipe de Ciro é uma notícia que, em vez de tranqüilizar o mercado, deve ser, antes, vista com reservas. O professor da Universidade de Princeton (EUA) é muito capaz, mas tem revelado um entendimento da economia mundial e brasileira entre insuficiente e equivocado.

E Mangabeira Unger?

Como se daria a convivência entre o ultraliberal Scheinkman com o ultra-intervencionista e algo exótico Mangabeira Unger? Isso no governo de um presidente que convive mal com o contraditório. O candidato lembra, no estilo, Jânio Quadros, eleito pela conservadora UDN e que, no governo, condecorou Che Guevara.

Novo Guevara

De certo modo, Scheinkman é o Guevara de Ciro, só que este “guerrilheiro do mercado” vem com o sinal trocado, de cara limpa, terno impecável e disposto, quiçá, a fazer do Brasil o último foco de uma política econômica que naufragou no resto do mundo.

Ciro ainda sobe?

Pela primeira vez, no domingo, dois grandes institutos divulgaram dados discrepantes sobre intenções de voto para presidente. No Vox Populi, Lula oscilou um ponto para baixo e ficou com 35%, tecnicamente empatado com Ciro, que passou de 30% para 32%.

No Datafolha, o petista cresceu quatro pontos e foi a 37%, e o candidato da Frente Trabalhista oscilou um ponto para baixo, ficando com 27%.

Não, cai

O Vox Populi, que trabalha para a Frente Trabalhista, não captou a queda de Ciro entre os eleitores de renda média e alta e de maior escolaridade — o que aparece no Datafolha.

Especialistas ouvidos por Primeira Leitura foram taxativos: a pesquisa Vox Populi ouviu pouca gente (2004) em poucos municípios (115).

Assim falou...FHC

“Fosse eu candidato, também mudaria alguma coisa, porque as circunstâncias mudam”.

Do presidente Fernando Henrique ao comentar o fato de os candidatos à Presidência querem mudar a política econômica atual.

Tudo é história

Segundo o jornal palestino Al-Ayyam, Abu Nidal, talvez o terrorista mais famoso do mundo depois de Osama bin Laden, tenha cometido suicídio há alguns dias. Fontes palestinas informam que ele teria sido morto em Bagdá. Aos 65 anos, Abu Nidal [“pai da luta”, em árabe], nascido Sabri al-Banna, foi alvo de várias ameaças de morte. Inimigo jurado de Yasser Arafat, Nidal rompeu, em 1974, com a Organização pela Libertação da Palestina (OLP), muito moderada para ele.

Diz-se que a OLP colocou sua cabeça a prêmio assim que ele rompeu com Arafat, a quem tentou matar em 1974.

Revista Consultor Jurídico, 20 de agosto de 2002, 10h52

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