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Sexta-feira, 16 de agosto.

Primeira Leitura: Ciro mostra que não se importa com o mercado.

Caneladas

Ciro Gomes deu mais uma prova de que sua tática eleitoral é o confronto aberto com todos que possam apontar contradições em seu discurso. Em jantar com empresários e banqueiros em São Paulo, na noite de terça-feira, ele foi questionado sobre como acalmar o mercado. Respondeu assim: "O mercado que se lixe. O que eu tenho para fazer está no meu plano".

Automutilação

Uma semana depois de ter dito que "serrava o braço" se tivesse de manter "políticas econômicas equivocadas", na terça, na presença dos empresários, o candidato da Frente Trabalhista afirmou: "Corto minha mão antes de assinar qualquer papel com os banqueiros".

Xô, FMI!!

Quinta-feira, Ciro e seu assessor econômico, Mauro Benevides Filho, rejeitaram assumir um compromisso explícito com o empréstimo tomado junto ao FMI e cobraram do governo o impossível de realizar em fim de mandato: não uma minirreforma, mas a reforma tributária completa.

Qual é o preço?

Os investidores em Wall Street começam a se convencer de que José Serra (PSDB) não vai para o segundo turno e, de olho em tudo o que diz o candidato da Frente Trabalhista, já estão pondo um preço no fator Ciro. O mercado de títulos da dívida brasileira já reflete essa realidade.

Serra na oposição

O prefeito de Vitória (ES), Luiz Paulo Vellozo Lucas, um dos coordenadores do plano de governo de Serra, defendeu quinta-feira que o tucano assuma postura de oposição, não a Fernando Henrique Cardoso, mas "às forças retrógradas" que apoiaram o governo e que, segundo ele, estão com Ciro e Lula (PT).

Fora, Gros!

Vellozo Lucas deu nomes às tais forças. "Serra precisava declarar que, no governo dele, pessoas como [o presidente da Petrobrás, Francisco] Gros não teriam espaço", disse.

Segundo o prefeito, Serra sempre se opôs às “políticas neoliberais” defendidas por essa base de apoio a FHC. Circula em Brasília a informação de que Ciro teria convidado Gros para ser ministro.

Durou pouco

O pacote de medidas anunciadas pelo Banco Central na quarta-feira teve um efeito breve sobre o mercado. Quinta-feira, o dólar, que abrira em queda, voltou a subir fechou com alta de 0,15%, a R$ 3,21. O risco do país subiu 0,5%, fechando a 2.165 pontos básicos.

Olha a moratória!

O jornal britânico Financial Times disse, em editorial publicado quinta-feira, que, a julgar pelo comportamento do mercado, "o jogo acabou para o Brasil", e o país ruma para a moratória. O diário lembra, no entanto, que "o Brasil não é a Argentina", e diz que pode haver uma saída: a política.

Pentacampeão

Para o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, quem aposta contra o Brasil pode estar tão enganado quanto os que não acreditavam na vitória da seleção brasileira na Copa do Mundo.

Assim falou...Duda Mendonça,

“Meu carro está em primeiro lugar, a 300 km/h. A briga pelo segundo é entre Ciro e Serra. Eu não tenho de olhar pelo retrovisor.”

Do publicitário responsável pela campanha do presidenciável petista para justificar por que o horário no rádio e na TV será centrado nas propostas de Lula e não terá ataques a adversários.

Tudo é história

Durante a Guerra do Golfo, em 1991, Saddam Hussein, para atrair a simpatia dos árabes e para se vingar do ataque das forças ocidentais, lançou mísseis Scud sobre Israel. À época, os EUA conseguiram convencer os israelenses a não responder e dispuseram baterias antimísseis para protege o país. Agora, quando os americanos ameaçam atacar novamente o Iraque, Israel já avisou: não vai ficar inerte.

O governo de Ariel Sharon disse que vai retaliar qualquer ataque iraquiano a seu território. Caso isso aconteça, o conflito pode se estender por toda a região. Ainda mais que, desta vez, boa parte dos países árabes é contra uma ação militar contra Saddam comandada pelos EUA. Se Israel se envolver no conflito, o que já seria ruim ficará muito pior.

Revista Consultor Jurídico, 16 de agosto de 2002, 9h18

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