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Quinta-feira, 15 de agosto.

Primeira Leitura: indústria fecha 8 mil postos de trabalho em SP.

Um novo apagão

A indústria paulista fechou 8.147 postos de trabalho em julho, a maior queda mensal do nível de emprego desde agosto do ano passado, quando o racionamento de energia derrubou a atividade do setor.

Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), neste ano já foram eliminadas 25.056 vagas. Em 12 meses, foram 59.100 postos de trabalho fechados.

Vai piorar

A Fiesp não acredita que o desempenho deste mês seja melhor. Como há grande insegurança sobre as encomendas do comércio para o fim do ano – a atividade pode cair mais porque não há renda e também o crédito ao consumidor está minguando –, os empresários não estariam nem um pouco dispostos a contratar.

Horizonte sombrio

No mercado, uma recessão no país no segundo semestre deixou de ser um risco para se transformar numa previsão. O primeiro a projetar isso foi o banco de investimento Morgan Stanley.

Quarta-feira foi a vez da agência de classificação de risco Fitch. Ao confirmar a perspectiva negativa para a dívida brasileira, ela avalia que o PIB brasileiro em 2002 pode crescer menos de 1% por causa de uma recessão no segundo semestre.

É só escolher

Para Primeira Leitura, Fiesp, Morgan e Fitch estão fazendo projeções duras, mas realistas. Assim, as eleições vão definir como será feita a gestão da crise que estará a pleno vapor em 2003, quando o sucessor de FHC tomar posse. Lula e Serra mostram-se dispostos a buscar uma saída com um pacto político de governabilidade e sem confrontos com o mercado. Ciro sinaliza o oposto.

Aperto maior

A decisão do governo, quarta-feira, de retirar R$ 10,8 bilhões da economia, sob a forma de recolhimento compulsório dos bancos, vai tornar o crédito mais difícil do que já está e consolidar o quadro de recessão.

Pauta ampliada

Para não ficar só na cobrança do compromisso com o pacote do FMI, o presidente Fernando Henrique Cardoso pode, no encontro de segunda, discutir medidas de governabilidade com os presidenciáveis.

Minirreforma

Um exemplo: FHC pode se predispor a editar uma medida provisória para acabar com a cumulatividade do PIS-Cofins e fazer a minirreforma tributária. Pode ainda discutir como ressuscitar, no Orçamento de 2003, receitas que acabam neste e no próximo ano.

Receita antiga

O plano anunciado pelo presidente George W. Bush para tentar recuperar a economia americana apóia-se em uma receita republicana que já se revelou ineficiente.

Dentre as medidas, há o cancelamento do imposto sobre heranças e um aperto nos gastos públicos. Bush prometeu ainda “caçar” executivos desonestos, melhorar a proteção das aposentadorias, impor limites de gastos ao Congresso e diminuir a dependência externa de energia.

Outra visão

Um grupo de economistas ouvido pelo The New York Times, incluindo nomes como o prêmio Nobel Robert Solow e o respeitado Robert Shiller, de Yale, vai na direção contrária: aumentar os gastos públicos e antecipar para este ano investimentos previstos para 2003 e 2004.

Assim falou...Lula

“Não preciso xingar para ter imagem de oposição.”

Do candidato do PT à Presidência, respondendo à provocação de Ciro Gomes, presidenciável da Frente Trabalhista, de que ele tinha se rendido ao discurso econômico do governo.

Tudo é história

Na sabatina da Folha de S.Paulo, Ciro Gomes respondia a uma pergunta sobre as razões da pressão sobre o dólar: “No mercado de Birigüi, interior de São Paulo, se tiver pouca banana e muita gente querendo, precisando e podendo comprar banana, na mesma hora, o preço da banana sobe. Não tem intervenção nem especulação que resolva – pouca oferta com grande demanda, o preço sobe”.

Em 16 de junho de 1996, Gustavo Franco, então diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, respondia a quem criticava sua política de câmbio sobrevalorizado – origem de boa parte dos males que se vêem atualmente: “O fato de o preço da banana, por exemplo, cair em função de uma super-safra, quer dizer, necessariamente, que há uma “defasagem bananal”? É claro que não”. Gustavo Franco andou declarando simpatias por Ciro. De saída, já têm em comum o gosto por reduzir juízos algo complexos a bananas...

Revista Consultor Jurídico, 15 de agosto de 2002, 9h32

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