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Tecnologia da Informação

Sociedade da Informação exige uma estratégia global

O Secretário-Geral da UIT (União Internacional de Telecomunicações), Yoshio Utsumi, alertou nesta segunda-feira, dia 12, que a Sociedade da Informação provocará uma transformação muito profunda nas nações e exigirá o estabelecimento de uma estratégia global para que os benefícios das tecnologias da informação cheguem a todos os povos. Utsumi foi o palestrante da terceira sessão do Fórum de Altas Autoridades das Telecomunicações, que se realiza até esta terça-feira, dia 13, dentro da III Reunião Ordinária da Assembléia da Citel (Comissão Interamericana de Telecomunicações), que vai até a próxima sexta-feira (dia 16) em Washington (EUA).

Utsumi demonstrou preocupar-se com a adoção de ação imediata, sustentada por estratégia forte, para promover a inclusão dos países emergentes na Sociedade da Informação. "A passagem da Sociedade Agrícola para a Sociedade Industrial deixou ganhadores e perdedores, países que prosperaram muito e outros não. Passaremos por uma transformação muito mais profunda para a Sociedade da Informação e não podemos incorrer no mesmo erro", frisou ele.

Para Utsumi, informação, conhecimento e comunicações são requisitos prévios para o desenvolvimento do ser humano, além de ferramentas essenciais para a consolidação social, política e cultural das nações. Ele acredita ser fundamental pensar nas tecnologias mas também nos acessos à informação e suas aplicações, para que a sociedade atinja objetivos mais amplos, como a erradicação da pobreza.

"É importante que se estabeleça um documento com as principais questões nesse sentido, para que seja discutido na Cúpula Mundial da Sociedade da Informação", salienta Utsumi. A Cúpula Mundial será realizada em duas etapas: a primeira ocorrerá em dezembro de 2003, em Genebra, Suíça; a outra etapa será em 2005, na Tunísia.

A sessão, das 16h30 às 18 horas, teve como mediadora a diretora Internacional de Políticas de Comunicação e Coordenação Industrial do Canadá, Helena Cholette-Lacasse, e contou com sete painelistas para discussões e análises sobre o tema. Entre eles, David Gross, coordenador Internacional de Políticas de Comunicação e Informação dos Estados Unidos; Jesse Chacón, diretor-geral do CONATEL, órgão regulador de telecomunicações da Venezuela; e Orlando Jorge Mera, secretário de Estado e presidente do INDOTEL, órgão regulador de telecomunicações da República Dominicana.

SEGUNDA SESSÃO

Na sessão anterior (a segunda sessão das três que compõem o Fórum), o vice-presidente da Telesp (Telefônica), Jonas de Oliveira, apresentou algumas questões críticas que envolvem o setor de telecomunicações nas Américas. Em substituição a Fernando Xavier Ferreira (presidente da Telefônica), Jonas de Oliveira falou sobre as políticas de telecomunicações e destacou os aspectos criativos e dinâmicos que devem nortear o desenvolvimento da competição e a extensão dos benefícios da Sociedade da Informação nas Américas. Falou, ainda, sobre a regulação e os meios de financiamento para o avanço da infra-estrutura das tecnologias da informação.

As informações são da Anatel.

Revista Consultor Jurídico, 13 de agosto de 2002, 15h31

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