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Sexta-feira, 9 de agosto.

Primeira Leitura: investidores mudam percepção em relação ao Brasil.

Mudança de rumo

A cobertura do acordo brasileiro com o FMI pela imprensa internacional deu destaque à mudança na política econômica dos EUA. Os jornais americanos The Wall Street Journal e The Washington Post lembraram que o governo de George W. Bush sempre se disse avesso a grandes pacotes de ajuda do Fundo, como o acertado com o Brasil.

Antes da eleição

O britânico Financial Times afirmou que a ajuda saiu mesmo com os EUA insistindo em que não houve contágio provocado pela crise argentina. Para The Economist, o socorro financeiro em si não foi uma surpresa, mas sim seu tamanho e o fato de ele ter sido anunciado às vésperas das eleições.

Com outros olhos

O acordo do FMI mudou a percepção dos investidores estrangeiros em relação ao Brasil, depois de uma temporada de análises negativas por bancos e agências de avaliação de risco. A Merrill Lynch afirmou que o país tornou-se a melhor aposta entre as economias latinas.

O Goldman Sachs previu queda do dólar para cerca de R$ 2,80 e não descartou a liberação de recursos do BID e do Banco Mundial para o comércio exterior. Para a Fitch, a ajuda terá impacto positivo nos próximos meses.

Mais dinheiro

Além dos US$ 30 bilhões contratados junto ao Fundo, a equipe econômica revelou ontem que o Brasil tem mais duas negociações em curso para novos empréstimos, com o Banco Mundial e o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Ao todo, o país “pode ganhar um colchão de até US$ 40 bilhões”, segundo fontes ouvidas em Brasília.

Em busca de superávits

O Banco Central estuda, também, um mecanismo que permitirá que parte do dinheiro do FMI alimente as linhas de financiamento às exportações de empresas brasileiras.

Segundo o presidente do BC, Armínio Fraga, é “um mecanismo mais direto para atingir o alvo preciso das linhas de comércio exterior”.

Condição vantajosa

As metas de inflação previstas no acordo novo são mais flexíveis que as metas do acordo em vigor: começam em 8% de inflação, neste trimestre, e caem gradualmente até 5% no terceiro trimestre de 2003.

Essas metas podem variar 2,5 pontos percentuais para cima ou para baixo. A meta de inflação do governo para este ano é de 3,5%, com variação de dois pontos percentuais.

Nova dieta

Armínio Fraga anunciou o fim da “ração diária” de US$ 50 milhões que o Banco Central oferecia ao mercado para controlar o câmbio.

O BC vai continuar a vender dólares sempre que preciso, mas sem um montante fixo. Se as intervenções chegarem a US$ 3 bilhões no prazo de 30 dias, a equipe econômica e o FMI avaliarão a situação.

Assim falou...Anthony Garotinho

“Quem precisa tanto ir ao banco tem algo de errado.”

Do candidato do PSB à Presidência, ao responsabilizar a atual política econômica pela necessidade de uma nova ajuda do Fundo Monetário Internacional.

Tudo é história

O novo presidente colombiano, Álvaro Uribe, lançou um plano para criar uma rede de um milhão de informantes civis para ajudar as Forças Armadas. Até quinta-feira, 600 voluntários já tinham se apresentado.

Grupos de direitos humanos e políticos de oposição temem que essa medida acabe por incentivar o surgimento de milícias. Entre 1995 e 1997, quando foi governador da província de Antioquia, Uribe — acusado de ligação com grupos paramilitares — lançou mão desse tipo de expediente em uma campanha contra a criminalidade.

É corrente a versão de que as patrulhas civis acabaram desenvolvendo estreitos laços com os paramilitares colombianos, ainda que uma investigação federal não tenha conseguido uma comprovação definitiva a respeito.

Revista Consultor Jurídico, 9 de agosto de 2002, 9h22

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