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Sábado, 20 de abril.

Primeira Leitura: na vida Real, economia brasileira encolhe.

Para baixo...

O IBGE divulgou esta semana sua pesquisa mensal sobre emprego industrial. Os resultados relativos a fevereiro desafiam a versão de que a atividade econômica estaria se recuperando, ainda que lentamente. Ao contrário. O que os números mostram é que o crescimento está minguando.

...muito baixo

O crescimento deste ano, estava dado, seria medíocre. Mas seria de 2,5%. Agora, com a contribuição inestimável do desgoverno e da conjuntura internacional desfavorável, será pior ainda: em torno de 1,5%.

No bolso

O relatório do IBGE mostra um espetacular encolhimento da folha de pagamento do setor, de 4,4% em fevereiro, na comparação com janeiro. Mas o número de horas pagas, que caiu 2,2% de um mês para o outro, é o indicador que revela mais nitidamente a queda da produção.

Fechando vagas

Já o emprego industrial recuou 0,3% na mesma comparação, na média de 14 regiões, das quais oito registraram variação negativas. Em São Paulo, que responde pela metade da produção nacional, 3,3% dos postos de trabalho foram fechados no primeiro bimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado.

O próximo alvo

Enquanto o presidente Fernando Henrique Cardoso provoca o PT - ao dizer, em entrevista ao jornal britânico Financial Times, que tem dúvidas sobre a postura mais moderada da legenda e de seu candidato -, o partido faz gestões para tranqüilizar o mercado financeiro, o setor do empresariado que mantém as maiores desconfianças em relação a Lula.

Contendo a ansiedade

A intenção, segundo um parlamentar petista, é evitar que os operadores do mercado se sintam nervosos e façam movimentos que desestabilizem os indicadores econômicos - com pressões adicionais sobre o câmbio, os juros e as Bolsas - sempre que Lula crescer nas pesquisas.

Nada a ver

Dentro do próprio PT, um fator de ansiedade foi superado pela decisão do STF que manteve a verticalização das coligações. O líder do partido na Câmara, João Paulo Cunha (SP), anunciou formalmente que o PT não fará aliança nacional com o PL do senador José Alencar (MG) - uma possibilidade que deixava muitos petistas de cabelo em pé.

Problemas

O candidato tucano ao Planalto, José Serra, disse que a decisão do STF definiu as regras eleitorais e que o acordo para aliança com o PMDB está de pé. Primeira Leitura apurou que o tucano não quer como vice de sua chapa o deputado Henrique Alves (PMDB-RN).

Assim falou. Jorge Bornhausen

"Decisão do Supremo não se discute, se cumpre."

Do senador e presidente do PFL, sobre a manutenção das coligações verticais, num sinal de que os grandes partidos, mesmo os que se dizem prejudicados pela decisão do STF, não devem patrocinar, com os votos de suas bancadas, a contestação da medida.

Histórias reais

Alguma dificuldade para entender a dimensão do drama vivido pelos argentinos? Veja o seguinte exemplo, reproduzido pela Agência Estado, de como as economias de anos de trabalho podem virar pó em poucas semanas. Um cidadão tinha US$ 10 mil dólares aplicados no final de 2001. Com a "pesificação" imposta pelo governo argentino, seu dinheiro virou um título de 14 mil pesos, mas ele só poderia resgatá-lo, parceladamente, a partir de 2003. Com os rumores de que novas medidas jogariam esse prazo para a próxima década, ele preferiu transformar o título em dinheiro vivo no mercado secundário: conseguiu 5.600 pesos. No câmbio atual, portanto, seus US$ 10 mil viraram menos de US$ 2 mil...


Revista Consultor Jurídico, 20 de abril de 2002, 14h54

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