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A filha discreta

Pelé reconhece que é pai de Flávia em coluna no UOL

Em sua coluna no site Pele.net, Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, não só admitiu a paternidade de Flávia Kurtz, como elogiou a filha, que veio a conhecer já aos 20 anos de idade.

Pelé aproveitou a oportunidade para comparar a forma como foi abordado por sua outra filha, Sandra Regina, que o levou à Justiça e causou um grande desgaste em sua imagem.

Leia o texto de Pelé a respeito do assunto

"Logo na primeira vez que a vi, num encontro em meu escritório em 1994, desconfiei que teria uma boa surpresa. Quando ela começou a contar a sua história, reconheci os traços da família em sua fisionomia e no seu jeito. Apesar da empatia imediata que se formou entre nós, pedi para que procurasse a minha mãe. Dias depois, dona Celeste me chamou e me deu os parabéns: eu tinha ganho uma filha de 20 anos.

Desde então, Flávia Kurtz e eu temos mantido uma relação cheia de respeito e de amor. Nos falamos sempre que conseguimos arranjar um tempinho nas nossas vidas atribuladas.

O fato de Flávia ser minha filha não era conhecido do público, mas era mais do que sabido pela minha família. Além da minha mãe, Flávia conhece a minha mulher, Assíria, e os meus filhos. Portanto, não se trata de uma "filha secreta", como a imprensa insistiu em classificar o assunto na semana passada. E, sim, de uma filha discreta.

Com a divulgação da nossa história, Flávia e eu resolvemos falar abertamente do assunto para não criarmos ainda mais expectativas. O fato é que ela sempre fez questão de preservar a própria privacidade, nunca quis aparecer na mídia, ficar conhecida como a filha do Pelé, dar entrevistas.

Muitas pessoas querem traçar um paralelo entre a história da Flávia e a da Sandra Regina, a filha que reconheci na Justiça. Vejo mais as diferenças do que as semelhanças. Enquanto Flávia me procurou para contar tudo, Sandra preferiu recorrer aos advogados e à imprensa. Nunca havia me encontrado pessoalmente com ela até fazer o teste do DNA. Certa vez, foi feita uma tentativa de aproximação entre nós, mas ela recusou. No início, dizia que queria apenas usar o meu nome. Quando conseguiu, entrou na Justiça pedindo dinheiro. Minha mãe também conversou com ela. Aconselhou Sandra a adotar o caminho do entendimento, não o do confronto, mas tempos depois Sandra voltou a falar pela boca dos seus advogados.

As duas têm o meu sangue, mas Flávia nunca exigiu nada, por isso ganhou tudo."

Revista Consultor Jurídico, 14 de abril de 2002, 17h29

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