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A morte na garupa

Advogado quer lei que proíba carona em motos

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Tive o desprazer de ver um assalto no trânsito de São Paulo em plena luz do dia. Estava parado no semáforo da Rua Henrique Martins com a Brigadeiro Luís Antônio, às 9 h, quando uma moto com dois indivíduos parou ao lado do carro (um Golf prata) na minha frente e anunciou o assalto, roubando o relógio e a bolsa da mulher que dirigia.

Infelizmente, esse tipo de roubo é mais do que freqüente em São Paulo. Sempre em dois, motociclistas apavoram aqueles que estão parados no trânsito. O meliante que está sentado na garupa é o que anuncia o assalto e, muitas vezes, mata sem piedade.

Quantas pessoas são roubadas diariamente por duplas em motos? Quantos assassinatos foram cometidos por esses marginais?

Está na hora de as autoridades produzirem uma lei que proíba ou, pelo menos, iniba que duas pessoas andem numa mesma moto. No estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, existe uma lei que proíbe que pessoas andem na garupa, por uma questão de preservação da integridade física dos ocupantes.

Aqui, se deveria aplicar essa lei mas por uma questão de combate à violência. Na cidade de Cáli, na Colômbia, essa providência já foi tomada e duas pessoas numa moto são consideradas pela polícia como prováveis terroristas ou ladrões.

Se medidas simples como essa fossem implantadas, os índices de criminalidade certamente diminuiriam e muitas vidas seriam salvas, como a do prefeito de Campinas, Toninho do PT. O mais lamentável é que no Brasil faltam políticos que tenham visão e coragem suficientes para implementar tal medida.

 é advogado especialista em Direito do Consumidor e jornalista

Revista Consultor Jurídico, 14 de abril de 2002, 12h56

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