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13.4.2002

Primeira Leitura: STF vai decidir sobre coligações partidárias.

Fim do suspense

O Supremo Tribunal Federal (STF) decide na quinta-feira se a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que impôs as coligações verticais vai valer nas eleições de outubro deste ano. É um dos marcos mais importantes do calendário eleitoral da sucessão de FHC.

Tentativas

O STF vai examinar as duas ações diretas de inconstitucionalidade (Adin) contra a resolução do TSE. Uma foi apresentada pelo PFL; a outra, por um grupo de partidos de oposição liderado pelo PT.

Só depois

Roseana Sarney antecipou-se e anunciou que está fora da disputa. Mas o PFL deve esperar pela decisão do STF para anunciar com quem vai (ou não) se aliar. Três ministros do TSE que participaram da decisão sobre as coligações verticais (Nelson Jobim, Ellen Gracie e Sepúlveda Pertence) também são membros do Supremo. Só Pertence foi contra.

Novo ingrediente

A definição do futuro do PFL na sucessão também sofrerá influência de uma nova pesquisa de intenção de voto para presidente, prevista para esta segunda-feira. O levantamento, feito pelo Ibope por encomenda do Bank of America, vai trazer simulações sem o nome de Roseana Sarney.

Polarização

A pesquisa Datafolha divulgada na última terça-feira também traçou um cenário sem a candidata do PFL, com Lula, do PT, na liderança, com 32% das intenções de voto; Serra, do PSDB, isolado em segundo, com 22%; Garotinho em terceiro, com 16%, e Ciro em quarto, com 13%. Se o Ibope confirmar os números do Datafolha, estará consolidada a polarização da disputa entre o candidato petista e o tucano, como apontou Primeira Leitura.

Precaução

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne na terça e na quarta-feira, quando anunciará a nova taxa de juros no país. Há razões para mantê-la inalterada - 18,5% ao ano. A cotação do petróleo no mercado internacional permanece como incógnita, por causa dos conflitos no Oriente Médio.

Terapia econômica

A incerteza no mercado de petróleo pode abortar a recuperação da economia global, já que os governos mundo afora tendem a reagir com alta de juros para conter a inflação em seus países. Além disso, a inflação brasileira (IPCA-IBGE) acumula alta de 1,49% no primeiro trimestre e de 7,75% em 12 meses, acima das previsões.

Outros fatores

O último aumento da gasolina pressionará o índice de inflação de abril, e os preços da energia prosseguirão em alta até o fim do ano. Mesmo assim, uma parte do mercado acredita na chance de mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, apegando-se a outros fatores, como a queda do risco do Brasil e o baixo crescimento da atividade econômica e da demanda no trimestre.

Assim falou. Kofi Annan

"A fase em que os líderes palestinos e israelenses poderiam decidir o que fazer já acabou."

Do secretário-geral da ONU, ao defender o envio imediato ao Oriente Médio de uma força de paz internacional.

Estava escrito

Em 29 de novembro de 2001, Primeira Leitura dizia que a Venezuela flertava "com o esbulho institucional, num sinal de falência das elites". Embora a Argentina já estivesse quebrada cinco meses atrás, ninguém falava em golpe. Na Venezuela de Chávez, embora as condições macroeconômicas não fossem tão ruins, falava-se em risco institucional. Resumo: o principal fator de estabilidade é político e se chama democracia. Flertar com a violação das liberdades democráticas é fatal para qualquer país, quaisquer que sejam as condições da economia.

Revista Consultor Jurídico, 13 de abril de 2002, 18h33

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