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Morte suspeita

OAB-SP quer apuração da morte de preso no parlatório

A Comissão de Direitos Humanos da OAB de São Paulo quer uma sindicância para apurar o assassinato brutal do preso Dionízio de Aquino Severo. Ele foi assassinado no parlatório (sala destinada ao contato entre presos e advogados) do Centro de Detenção Provisória do Belém, enquanto conversava com sua advogada, Maura Marques.

A OAB já formalizou a abertura do inquérito ao secretário da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, Nagashi Furukawa, e designou os advogados Fábio Roberto Gaspar e Denys Ricardo Rodrigues para acompanhar as investigações.

Severo estava conversando com sua advogada no parlatório quando um grupo de presos invadiu o local. Na confusão, a advogada se abaixou. Ao levantar foi informada da morte de seu cliente por outro preso que estava na sala, José Edson da Silva, seqüestrador e assaltante que confessou ser o mandante da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel.

O preso assassinado ficou conhecido por ser resgatado de helicóptero, em janeiro, da Penitenciária José Parada Neto em Guarulhos. Ele foi preso pela polícia de Alagoas. Aguardava a transferência para o Presídio de Presidente Bernardes e era do Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade (CRBC), facção rival do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A morte de Severo aconteceu três dias depois de o delegado seccional de Taboão da Serra, Romeu Tuma Júnior, ter afirmado que havia coincidências ligando o preso à quadrilha que assassinou Celso Daniel.

Revista Consultor Jurídico, 13 de abril de 2002, 17h38

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