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10/4/2002

Primeira Leitura: Lula tem de superar desconfianças dos eleitores

Pólos da sucessão

Ao criticar o presidenciável tucano, José Serra, por suas declarações contra a política de reajuste dos derivados de petróleo, o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, indica o verdadeiro jogo da sucessão de FHC: a polarização crescente entre os dois candidatos.

Palmo a palmo

"Não sei até quando o Serra vai criticar o governo", afirmou Lula, que também criticou o aumento dos preços dos combustíveis. Para o petista, a defesa do crescimento feita por Serra estaria em contradição com a gestão Fernando Henrique Cardoso.

De um lado...

Lula não ignora que a ala tucana que sempre defendeu crescimento econômico com responsabilidade fiscal, da qual Serra faz parte, perdeu o controle da política econômica de FHC para a turma de Malan.

O petista critica a "contradição" do discurso de Serra porque vê nisso o embrião de uma segunda fase da campanha do tucano, quando ele terá que se "descolar" do presidente para anunciar mudanças que o eleitorado espera.

...e de outro

Por sua vez, Lula defendeu a prorrogação da CPMF. Disse que chegou a pedir o fim da contribuição, mas que, sem ela, será impossível administrar o país. Atende assim, também, a uma exigência da campanha: o petista tem de superar desconfianças em sua habilidade para governar, como explica uma detalhada reportagem sobre pesquisas eleitorais publicada na revista Primeira Leitura que está nas bancas.

A "vaquinha" de São Luís

A lista de "doadores" do R$ 1,34 milhão encontrado pela PF na sede de empresa de Roseana Sarney e Jorge Murad atribui a propriedade do dinheiro ao próprio Murad e a parentes e amigos da família Sarney. Tudo em notas de R$ 50,00, claro, como todo mundo faz, não é mesmo?... É a desmoralização.

Drama

A ofensiva militar nos territórios palestinos já provocou graves prejuízos à imagem de Israel. O vice-ministro do Exterior do país, Michael Melchior, disse terça-feira que o ataque à Igreja da Natividade, em Belém, pode se tornar uma "catástrofe internacional".

Reação insuficiente

Por causa da operação na Cisjordânia, Alemanha, França e Inglaterra estão impondo embargo informal nas vendas de equipamentos militares a Israel. Apesar da forte pressão internacional para que haja recuo, Sharon deu ontem mais uma demonstração de que não pretende ceder.

O premiê dissolveu seu gabinete de segurança, no qual os trabalhistas, menos favoráveis às ações militares, tinham grande importância.

Assim falou...George W. Bush

"Somos um país dependente de energia."

Do presidente americano, ao reconhecer que uma nova crise do petróleo pode comprometer a recuperação da economia dos Estados Unidos.

Estava escrito

Na edição de 1º de abril, Primeira Leitura dizia que "a escalada do conflito israelo-palestino, que lançou o Oriente Médio numa zona de incertezas, provocou a alta do preço do petróleo.

(...) Uma elevação persistente pode comprometer a reação da economia norte-americana e, portanto, mundial. (...) Só há um elemento hoje com poder de abortar a retomada do crescimento dos EUA: um choque externo de oferta, como o do petróleo.

O crescimento seria bombardeado pela alta dos juros, que criaria uma nova contração do crédito, que levaria a economia a um novo ajuste recessivo".

Revista Consultor Jurídico, 10 de abril de 2002, 9h21

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