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Briga no oriente

OAB-SP pede que Israel cumpra resoluções baixadas pela ONU

O presidente da OAB-SP, Carlos Miguel Aidar, divulgou nesta sexta-feira (5/4) nota para pedir que Israel cumpra as Resoluções da ONU, cessando as hostilidades contra o povo palestino e retomando as negociações de paz.

A OAB-SP pede ainda que o país liberte o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Iasser Arafat, e reconheça a criação de um Estado Palestino.

De acordo com o presidente da OAB paulista, "é necessário cortar esse ciclo de retaliações, que tem feito vítimas dos dois lados e contribuído para aumentar o número de terroristas suicidas, por parte dos palestinos, e de respostas de repressão, pelo lado israelense".

Veja a nota oficial assinada pelo presidente da OAB-SP

NOTA OFICIAL

A ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL - SECCIONAL DE SÃO PAULO vem acompanhando com preocupação o conflito no Oriente Médio, que compunge brasileiros descendentes de judeus e palestinos, e conclama Israel a cumprir as Resoluções 1397, 1402 e 1403 da ONU, aprovadas pelo Conselho de Segurança, procedendo a um imediato cessar fogo e colocando um fim a todos os atos de violência, desocupando os territórios palestinos na Cisjordânia e faixa de Gaza, libertando o presidente da Autoridade Nacional Palestina Iasser Arafat e reconhecendo a criação de um Estado Palestino.

A grande preocupação nesse conflito recai sobre a segurança da população civil, desumanizada, violada em seus direitos básicos, sem acesso à ajuda humanitária e exposta a seqüelas irreversíveis, que podem redundar em mais violência .

É necessário cortar esse ciclo de retaliações, que tem feito vítimas dos dois lados e contribuído para aumentar o número de terroristas suicidas, por parte dos palestinos, e de respostas de repressão, pelo lado israelense.

O Brasil é formado por um povo pacífico, mas que mantém sua capacidade de indignação. Na mesma medida que se indigna com os atos terroristas que fazem vítimas inocentes, também se indigna quando a casa de alguém é transformada em seu próprio cárcere e seu habitante destituído de sua dignidade. O sentimento de solidariedade nos faz apelar para uma saída humanitária para o conflito. O povo judeu, que sofreu a ignomínia do holocausto, deve ter a grandeza e humanidade de exigir o fim de todas as hostilidades e a busca de um entendimento e da paz.

Carlos Miguel Aidar

Presidente da OAB-SP

Revista Consultor Jurídico, 5 de abril de 2002, 18h34

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