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Terrorismo nos EUA

OAB repudia atentados terroristas nos Estados Unidos

A OAB-SP divulgou nota para repudiar os atentados terroristas ocorridos na manhã desta terça-feira (11/9) nos Estados Unidos. Segundo a Ordem, é "inadmissível" que a humanidade ainda presencie atos semelhantes ao início da civilização.

A onda de atentados terroristas atingiu alguns dos principais símbolos dos Estados Unidos. O World Trade Center, em Nova York, foi derrubado por dois aviões que se chocaram contra as suas duas torres. Em Washington, o prédio do Pentágono, sede das Forças Armadas, também foi atingido por uma aeronave. Explosões atingiram também o edifício do Congresso americano.

Veja a nota da OAB sobre os atentados nos EUA.

A Ordem dos Advogados do Brasil, secção de São Paulo, fazendo coro às manifestações de consternação e estupor de toda a comunidade mundial, em face dos monumentais atentados terroristas ocorridos, hoje, nos Estados Unidos, expressa a sua mais veemente condenação à prática de violência, motivada por quaisquer causas e desenvolvidas por grupos e setores de qualquer organização e país.

É inadmissível que a Humanidade, no começo do Terceiro Milênio, quando o conhecimento científico alcança uma condição de domínio tecnológico capaz de administrar e vencer alguns dos mais terríveis males do planeta, ainda presencie atos que se assemelham aos piores momentos do início da civilização.

A violência gera a violência, promovendo uma cadeia interminável de situações que degradam a vida humana e o ideal comum das Nações, de encontrar a medida justa para o bem estar das coletividades e a paz universal.

A OAB-SP se solidariza com o povo norte-americano neste momento de dor . A intolerância do terrorismo vem se constituindo em um dos grandes males da humanidade, porque torna a convivência entre os seres humanos um ideal impossível de ser concretizado. O terrorismo, fenômeno que surgiu no século passado e que está em contínua ascensão, desafia o Poder Estatal em garantir a ordem e a vida dos cidadãos, uma vez que seus atos desconhecem limites humanitários.

São grupos organizados que colocam em ação a engrenagem monstruosa de cartas-bombas, carros-bombas, homens-bombas e, agora, de várias ações terroristas simultâneas, utilizando vários aviões sequestrados e fazendo milhares de vítimas inocentes.

Não se conhece o limite para os artífices do terror. Mas, ao contrário do que dizem, não há nobreza em suas causas. Na verdade, visam a intimidação, cujo objetivo último é matar e destruir. Depois da devastação desse "setembro de terror", que atingiu toda a Nação norte-americana, o mundo jamais será o mesmo. O flagelo do terrorismo, que já mergulhou muitos países na guerra civil, mostrou desconhecer fronteiras e dimensões. Urge derrotar o terrorismo, porém sem deixar de preservar a ótica fundamental de buscar caminhos que evitem a intensificação de confrontos e a conflagração entre povos e países.

Carlos Miguel Aidar

Presidente da OAB-SP

Revista Consultor Jurídico, 11 de setembro de 2001, 17h55

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