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Greve no Judiciário

Greve de servidores do Judiciário paulista é mantida e preocupa OAB

Os servidores do Judiciário paulista devem manter a greve até a próxima terça-feira (11/9), quando haverá uma nova avaliação do movimento. A paralisação começou no dia 27 de agosto. Os grevistas reivindicam reajuste de 54,31%.

A greve já preocupa a Ordem dos Advogados do Brasil paulista, que chegou a se reunir com o presidente do Tribunal de Justiça, Márcio Martins Bonilha. "A Ordem está preocupada com um possível colapso da Justiça e prejuízos irreparáveis à prestação jurisdicional" , disse o vice-presidente da OAB-SP, Orlando Maluf Haddad.

Segundo ele, Bonilha comprometeu-se a suspender diariamente os prazos processuais, mas afirmou estar impossibilitado de atender às reivindicações dos funcionários diante dos limites da receita líquida para despesas com servidores impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

A OAB-SP tentará se reunir com o governador do Estado, Geraldo Alckmin, para tentar encontrar uma saída para o impasse. "A atual situação tem dificultado, em muito, o trabalho dos advogados, com a suspensão de milhares de audiências e com danos ainda não mensurados para os jurisdicionados", garante o secretário-geral da OAB-SP, Valter Uzzo. Ele ressalta, ainda, que a Ordem entende serem justas as reivindicações dos servidores.

Os servidores do Judiciário Federal paulista também devem entrar em greve por tempo indeterminado nesta quarta-feira (5/9), aderindo ao movimento nacional em outros Estados.

Os servidores federais rejeitaram a proposta de reajuste de 3,5% do governo. Para o Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo, o reajuste anunciado pelo governo é uma "provocação".

Revista Consultor Jurídico, 5 de setembro de 2001, 9h42

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