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Mercado de trabalho

Empresas da região de Sorocaba demitem mais que no ano passado

Diferentemente do que ocorre em todos os anos, quando a segunda metade do ano costuma ter um maior número de contratações, a região de Sorocaba, por exemplo, este ano, registrou mais demissões. Fato refletido no aumento de pedidos de seguro desemprego na Caixa Econômica Federal.

Os pedidos cresceram em torno de 20%, em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2000 foram registrados 30.604 pedidos contra 36.906 deste ano. Os números são referentes a demissões de trabalhadores das empresas de Sorocaba e Votorantim. Nos 58 municípios abrangidos pela CEF, foram 89.042 pedidos em 2000 e 102.429 no mesmo período deste ano.

Os trabalhadores de Sorocaba e Votorantim receberam mais de R$ 7,4 milhões (julho-outubro/2000) em benefícios e há estimativa do pagamento de cerca de R$ 10,1 milhões no mesmo período deste ano. Na região, os benefícios pagos totalizaram mais de R$ 21,5 milhões (julho-outubro/2000) e R$ 28,1 milhões, nos mesmos meses em 2001.

De janeiro a outubro de 2000, o número de pedidos de seguro desemprego chegou aos 75.497, nos mesmos meses deste ano, o total foi de 81.225, em Sorocaba e Votorantim. O valor total dos benefícios pagos no ano passado foi de R$ 17,8 milhões e, para este ano estima-se em torno de R$ 21,7 milhões.

Na região, o número chegou a 218.745, em 2000, e 226.429, em 2001. Os benefícios concedidos aos trabalhadores demitidos totalizaram R$ 51,7 milhões, em 2000, e R$ 60.4 milhões em 2001. O valor médio do benefício pago foi de R$ 267, este ano e em 2000, a média foi de R$ 236.

Fatos e conseqüências

Para o gerente de Mercado do Escritório de Negócios da Caixa Econômica Federal, José Paulo Gomes de Amorim, o aumento nos pedidos do seguro desemprego se deve às turbulências na economia brasileira e Exterior e o ajuste das empresas ao novo encargo advindo com as reposições do FGTS, em função dos Planos Collor e Verão.

Ele cita os problemas econômicos na Argentina, o racionamento de energia, os atentados terroristas nos Estados Unidos e o início da guerra no Afeganistão como fatores desencadeantes de uma onda de demissões por parte das empresas desde julho. Com relação à crise energética, o gerente avalia que os empresários se adequaram ou estão se adequando à realidade, mas destaca que há outras implicações negativas para o empresariado que afetam diretamente o trabalhador.

"Além de todos esses fatos, a reposição das perdas do FGTS devido aos planos econômicos está causando um ônus maior para as empresas e muitas estão se ajustando a este novo encargo, com a redução de funcionários", cita.

Ele lembra que o pagamento do seguro desemprego tem como base o valor do salário mínimo que teve variações e por isso o valor médio pago este ano foi maior que no ano passado. Em março de 2000, o mínimo era de R$ 136,00, de abril/2000 a março/2001, foi de R$ 151,00 e desde abril deste ano passou a ser de R$ 180,00.

Entretanto, Amorim ressalta que desde outubro deste ano, o movimento de entrada de pedidos de pagamento do FGTS está menor nas agências da Caixa. Ele acredita que os quadros de funcionários das empresas estão estabilizados e, assim, os pedidos de seguro desemprego também tendem a diminuir nos dois últimos meses do ano.

Empresas de prestação de serviços demitem mais

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de janeiro a agosto deste ano, 22.286 trabalhadores perderam seus postos de trabalho em Sorocaba. As empresas de prestação de serviços lideram a lista de demitidos, com 8.126 desligamentos no período.

O setor comercial fica em segundo lugar, com 5.876 demissões, seguida da indústria, com 5.718 demitidos. A construção civil, registrou 2.527 demissões e o setor agropecuário 37 desligamentos.

Fonte: Acontece em Sorocaba

Informações do gerente do Escritório de Negócios da CEF, em Sorocaba, José Paulo Gomes de Amorim.

Revista Consultor Jurídico, 26 de novembro de 2001, 17h40

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