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Alta voltagem

Antônio Cláudio Mariz é acusado de dar soco em colega

O ex-secretário da Segurança paulista e ex-presidente da OAB, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, registrou boletim de ocorrência no 1º Distrito Policial da capital, em São Paulo, nesta semana. Ele acusa o advogado Luiz Antonio de Castro Regina de tê-lo ofendido.

No sentido contrário, o civilista Castro Regina promete também representar contra seu colega criminalista. Ele acusa Mariz de agressão física: um soco na boca que lhe teria quebrado um dente e cortado os lábios.

A encrenca foi noticiada neste sábado na coluna da jornalista Mônica Bergamo da Folha de S.Paulo. Mariz nega a agressão e Castro Regina nega a ofensa.

O entrevero teve por palco a sala de espera do gabinete odontológico da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (Caasp), da OAB paulista.

Segundo a versão de Castro Regina, Mariz chegou à Caasp pedindo para ser atendido na emergência. A atendente teria informado que outras pessoas estavam na sua frente. Diante da circunstância, Mariz teria pedido para agendar sua consulta para o dia seguinte. A atendente o informou que toda a agenda estava tomada.

"Ele começou a dizer que a atendente era mal educada e exigiu o seu nome ameaçado-a de demissão", relata Castro Regina. Segundo ele, três pessoas estavam na sala de espera e ficaram chocadas com a atitude "arrogante" do ex-presidente da Ordem.

Mariz nega a agressão, admitindo apenas ter discutido. Contesta também que tenha ameaçado de alguma forma a atendente. Afirma que foi maltratado por ela, mas jamais a ameaçaria de demissão mesmo porque não exerce nenhum cargo na Ordem. Segundo Mariz, o advogado lhe disse para esperar porque todos estavam aguardando. Castro também teria dito que "são esses tipos de advogados que envergonham a classe". Mas, segundo Mariz, "em nenhum momento houve agressão".

Castro confirma que disse a Mariz que todos estavam aguardando e ainda afirmou que a atendente não o destratou. Apenas estava cumprindo sua obrigação. "Nesse momento, Mariz teria perguntado ao advogado: "O que foi seu merda?" Em seguida, o criminalista teria lhe dado um soco na cara. "Eu estava sentado com uma revista na mão e não esperava uma atitude dessa", disse o advogado. Segundo ele, as pessoas que estavam na sala e os funcionários intervieram para que a agressão não continuasse. "Senti-me humilhado com a situação". Mariz confirma que funcionários intervieram, mas reafirma a insiste em que não houve a agressão.

Castro afirma que intercedeu apenas para tentar evitar a demissão "injusta" da atendente, mas jamais esperou que a reação fosse tão truculenta. "Amigos próximos e a minha família estão indignados com a atitude de Mariz". O advogado afirma que irá tomar "todas as medidas cabíveis" contra o criminalista.

Antônio Cláudio Mariz de Oliveira está entre os mais respeitados advogados brasileiros. Ele defendeu o empresário PC Farias, o ex-senador Jader Barbalho, o ex-governador Orestes Quércia, o jornalista Antônio Pimenta Neves, o ex-prefeito Celso Pitta, os ex-donos das Lojas Arapuá. Ele foi procurado, recentemente, para defender Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, cuja empresa foi acusada de ter recebido da Unicef US$ 700 mil para promover um evento que não foi realizado.

Revista Consultor Jurídico, 24 de novembro de 2001, 16h55

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