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À moda de Chicago

Que há cerca de cinco anos, d. Tereza, na 514 Sul, na loja da OK Pneus, foi até o depoente e apresentou-lhe um contrato social da firma Proteforte e lhe deu para assinar, colocando a empresa em seu nome e de mais outras pessoas;

Que d. Tereza trabalhava na 514 Sul, cuidando da contabilidade da empresa, principalmente referente a impostos;

Que d. Tereza era sua superior, ocupando o cargo de chefia, no Grupo OK, e obedecia aos diretores do Grupo OK;

Que o depoente mal leu o contrato social, assinando em confiança, por confiar no Sr. Lino, sem saber direito o que fazia, dado que trabalha com o Sr. Lino Martins há 34 anos e tem no mesmo confiança;

Que a partir daí, a empresa Proteforte era movimentada através de dois procuradores, para os quais assinou uma procuração, e o depoente não assinava praticamente nada, no máximo assinando uma ou outra coisa na ausência dos procuradores;

Que se recorda também de ter sido colocado em seu nome as firmas Santa Maria, Santa Fé, construtoras;

Que pode ser que a construtora Santa Fé esteja em nome de outra empregada e que a construtora Santa Tereza tenha sido colocado em seu nome, não tendo lembrança perfeita do fato, pois mal lia o que lhe era entregue, confiando no sr. Lino, atuando nesses casos mediante ordens que eram recebidas sem maiores esclarecimentos;

Que estas outras empresas também eram movimentadas através de procuradores; Que ao assinar o fazia por confiar na chefia da empresa; Que começou a trabalhar para o sr. Lino, em 1967, trabalhando na época na Renovadora de Pneus OK; Que depois de vários anos foi fichado no Grupo OK Construções e Incorporações; Que depois passou a trabalhar para a SAENCO, há poucos meses atrás; Que sabe que muita gente foi demitida da Construtora Santa Maria e do Grupo OK Construções e Incorporações; Que foi tesoureiro do Grupo OK há muito tempo atrás, há mais de 10 anos, quando então foi criado uma gerência financeira que passou a controlar o movimento bancário e os pagamentos, deixando-o somente responsável por pagamentos a empregados em dinheiro e a fornecedores, passando então a obedecer ordens da gerência financeira; Que o Sr. André Medrado é um dos diretores do Grupo OK, pelo que se recorda, ocupando a diretoria financeira, e dá ordens ao gerente financeiro, cujo nome é Antônio César Gandara; Que não sabe quem é uma moça chamada Andréia, no Rio de Janeiro; Que ouviu falar que a firma Proteforte tinha empregados, situada na Asa Norte e nunca foi até a firma, pois a mesma era gerida por procuradores; Que há até um ou dois anos atrás os aluguéis dos imóveis do Grupo OK eram recolhidos pela imobiliária e os valores eram repassados diretamente para o banco, sem passar pelo depoente, que apenas recebia as prestações de imóveis vendidos pela construtora; Que os pagamentos para os empregados da Construtora Santa Maria e Santa Tereza eram feitos pela Minas Forte, mais tarde, tendo sido substituída a firma Minas Forte por outra firma; Que, recentemente, há menos de um ano, essas firmas transportadoras de valores foram retiradas e o pagamento aos empregados passou a ser feito diretamente pela tesouraria, lembrando-se que cerca de cento e um tanto de envelopes, não chegando a duzentos, eram pagos mensalmente; Que a d. Tereza era sua amiga, e no relacionamento dos dois, obedecia algumas ordens; Que sabe que d. Tereza trabalhou na firma por muito tempo, por mais de dez anos; Que viajou uma vez com o sr. Lino para o Texas, em Houston, tendo viajado para fazer um tratamento de saúde; Que assina somente parte dos cheques da SAENCO, quando cinco outras pessoas não estão na firma, porque estas cinco pessoas tem poderes para assinar o cheque; Que as pessoas que podem assinar o cheque da SAENCO são: Dr. André Medrado, Silvio Kam, Bernardete, Marcos Cordeiro e o próprio depoente; Que o que lhe levam, os cheques, notas fiscais ou recibos apensos, conferem os valores, verifica se há o visto do gerente financeiro, Sr. Felipe, e então assina; Que o recolhimento do INSS e do FGTS é determinado pela gerência financeira, assinando apenas alguns cheques referente ao FGTS; Que a srª Fátima, auxiliar ou secretária da d. Tereza, trabalha na firma há muito tempo, desde pelo menos à época em que Luiz Estevão saiu da 514 Sul e passou a trabalhar no prédio do Grupo OK, na OAB, no Setor de Autarquias Sul; Que se recorda que há acerca de um ano, não podendo precisar a data precisa, d. Tereza recebia através de cheques e depois passou a receber em dinheiro, em moeda corrente, dentro de um envelope; Que se recorda que a d. Tereza recebia em torno de R$ 9.700,00 (nove mil e setecentos reais), em moeda corrente; Que o dinheiro era pago para D. Tereza pelo depoente ou por d. Helena que também trabalha na tesouraria; Que o Sr. Silvio Kahm recebe um pequeno salário, recebendo às vezes em dinheiro e às vezes através de cheques emitidos pela SAENCO;

Revista Consultor Jurídico, 20 de novembro de 2001, 21h20

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