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Tentativa de acordo da Boi Gordo gera questionamentos

A reunião feita entre o grupo Fazendas Reunidas Boi Gordo e investidores para propor a troca de nome da empresa causou questionamentos entre advogados que representam os parceiros. (Veja notícia sobre a reunião). A nova empresa se chamaria Global Pecuária e os parceiros passariam a ser os acionistas.

Segundo o advogado da Associação dos Fornecedores e Credores das Fazendas Reunidas Boi Gordo (APCBG), Antonio Augusto de Souza Coelho, na prática os associados estariam trocando um crédito de aproximadamente R$ 1,2 bilhão por uma empresa rural com suposto patrimônio de R$ 500 milhões, com rebanho de R$ 70 milhões e dívidas de R$ 30 milhões.

Os dados da empresa são diferentes. Segundo sua a assessoria de imprensa, os créditos remontam à quantia de R$ 780 milhões para um patrimônio de R$ 550 milhões.

Para o advogado, a princípio, a proposta gera mais dúvidas do que certezas porque "se muitos não aderirem, os que fizerem a operação passarão de credores para devedores". A associação quer convocar uma assembléia para poder discutir o assunto.

Essa circunstância, alega a empresa, não ocorrerá. O contrato proposto para a nova empresa prevê uma "trava de segurança" para evitar a troca de papéis.

O advogado J. A. Almeida Paiva, que também representa parceiros da Boi Gordo, questionou o fato de nem todos os parceiros terem sido convocados para a reunião. "Inclusive eu que tenho um investimento não considerado pequeno".

Para Paiva, "se o propósito fosse transparente, certamente as FRBG teria encaminhado pelo correio ao menos um aviso a todos os credores indistintamente".

"Propor acordo para apenas alguns credores em detrimento de outros é mais um crime previsto na lei falimentar, que só complica a situação", afirmou.

Segundo a empresa, a reunião não foi proposta por ela, mas por investidores que agendaram o encontro. Procurada, a assessoria informou que está atendendo a todos os interessados à rua General Jardim, 703, inclusive nos fins de semana, das 9h às 17h.

Revista Consultor Jurídico, 9 de novembro de 2001, 15h13

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