Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Reincidência punida

Advogada é presa por enganar clientes e fraudar documentos

A advogada Domingas Ladjane Matos Aguiar que cometeu fraude contra a Justiça Federal e enganou seus clientes foi presa. A ordem de prisão foi expedida pelo juiz João Bosco de Souza Medeiros, da 3ª Vara da Justiça Federal na Paraíba.

Segundo dois procuradores da República que solicitaram a decretação da prisão preventiva, a advogada especializou-se em aplicar golpes dentro da estrutura judiciária. De acordo com os procuradores, a advogada fraudou documentos em nome do juiz federal José Fernandes de Andrade.

A assinatura do juiz foi falsificada para possível liberação de recursos referentes a precatórios que o governo devia a várias pessoas. As liberações não foram consumadas porque a fraude foi descoberta a tempo.

Uma das vítimas teve que pagar R$ 11 mil para impedir que o processo referente a precatórios fosse transcrito. O valor do precatório seria de R$ 268 mil. A vítima seguiu as orientações da advogada que tinha documentos com timbres da Justiça Federal e supostamente assinados pelo juiz, mas não chegou a receber o valor prometido.

A advogada também enviou telegramas em nome da Justiça Federal para que alguns de seus clientes recolhessem taxas referentes a 20% de custas processuais. Os clientes não desconfiaram que tudo era uma fraude.

A advogada chegou a levar um grupo de pessoas para o prédio da Justiça Federal para o recolhimento de taxas. Ela deixou o grupo esperando e seguiu em direção ao posto da Caixa Econômica Federal na sede da Justiça Federal, dando a entender que ia recolher as taxas, mas tudo era enganação.

A descoberta

A advogada é reincidente na prática de fraudes. Ela foi desmascarada quando a filha de uma senhora que seria beneficiada com o recebimento de precatórios manteve contato com a Procuradoria da República na Paraíba e foi informada que tudo não passava de fraude.

Os procuradores Marcelo Alves Dias e Antonio Edílio Teixeira Magalhães fizeram um relatório detalhado sobre as fraudes e pediram a prisão preventiva. O juiz analisou o pedido do Ministério Público Federal e decretou a prisão da advogada, enviando cópias do mandado para a Polícia Federal.

A advogada está presa no presídio feminino Bom Pastor, em Mangabeira.

Fonte: O Norte

Revista Consultor Jurídico, 7 de novembro de 2001, 10h24

Comentários de leitores

0 comentários

Comentários encerrados em 15/11/2001.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.